A primeira sessão ordinária de 2026 da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), realizada na manhã desta quinta-feira, 19, foi marcada por debates sobre a revogação da Taxa do Agro. O motivo foi o anúncio do governador Ronaldo Caiado (PSD) de encaminhar o projeto para extinguir a cobrança do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), conhecido como “taxa do agro”.
O primeiro a ocupar a tribuna foi o deputado Paulo Cezar Martins (PL), que comemorou a iniciativa do Executivo. Segundo ele, a decisão demonstra sensibilidade diante das dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo. O parlamentar afirmou que o momento exige responsabilidade política e atenção às demandas da sociedade, ressaltando a importância de medidas que promovam mudanças estruturais.
Em seguida, o deputado Mauro Rubem (PT) adotou tom crítico ao abordar o anúncio feito pelo governador na abertura dos trabalhos legislativos, na quarta-feira, 18. Para ele, a criação do Fundeinfra representou um equívoco jurídico e administrativo. O parlamentar sustentou que a revogação da cobrança estaria relacionada a questionamentos judiciais em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado Amauri Ribeiro (União Brasil) também repercutiu as medidas voltadas ao agronegócio. Além da proposta de extinção do Fundeinfra, ele destacou a futura anistia de multas aplicadas a produtores rurais pelo transporte de animais. Amauri agradeceu ao governador e à equipe econômica estadual, afirmando que as iniciativas atendem reivindicações históricas do setor.
Na mesma linha, Wagner Camargo Neto (Solidariedade) avaliou que o fim da chamada “taxa do agro” representa alívio para produtores que enfrentam aumento nos custos de produção. Embora tenha reconhecido a importância de investimentos em infraestrutura, defendeu que o momento atual exige medidas de apoio direto ao setor rural.
Durante a fase de discussão da Ordem do Dia, Gugu Nader também manifestou apoio à futura extinção do fundo, destacando a relevância do agronegócio para a economia goiana e a necessidade de valorização do setor produtivo.
Já o deputado Gustavo Sebba (PSDB) criticou a criação da cobrança durante a atual gestão estadual e afirmou que os recursos arrecadados não teriam retornado em benefícios concretos aos produtores. O parlamentar defendeu que os valores recolhidos deveriam ser devolvidos.
O tema deve continuar na próxima semana, especialmente após o envio formal do projeto pelo Executivo, que deverá passar pelas comissões antes de ir ao plenário.















