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Documento que garante subsídio ao diesel é assinado em Goiás; veja o que muda

Formalização consolida entrada do estado em programa federal para conter alta dos combustíveis


Por Carlos Nathan Sampaio em 18/04/2026 - 13:38

Governador Daniel Vilela assina termo de adesão de Goiás ao subsídio do diesel para conter alta de preços (1)
Governador Daniel Vilela assina termo de adesão de Goiás ao subsídio do diesel para conter alta de preços; (Foto: Reprodução/Secom)

Foi assinado nesta sexta-feira (17/4) o termo de adesão de Goiás ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, programa criado pelo governo federal para enfrentar a escalada no preço do diesel em meio à instabilidade internacional. A assinatura oficializa a participação do estado na política de subsídio temporário ao combustível.

O documento foi firmado pelo governador Daniel Vilela e estabelece as condições para que Goiás integre a iniciativa, que prevê uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de diesel — sendo R$ 0,60 custeados pela União e R$ 0,60 pelos estados participantes. A medida tem caráter emergencial e busca reduzir os impactos imediatos da alta do petróleo sobre a economia e o consumidor final.

Ao comentar a assinatura, Daniel Vilela ressaltou a importância do diesel para o funcionamento da economia goiana, especialmente em setores como transporte e agropecuária, que dependem fortemente do combustível. Segundo ele, a formalização do termo permite que o estado contribua diretamente para conter aumentos nos preços e garantir o abastecimento.

O acordo também detalha a forma de repasse dos recursos estaduais, que será feita por meio de retenção automática no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), mecanismo recomendado pelo decreto federal que regulamenta o programa. A estratégia busca dar maior segurança operacional e transparência ao processo.

A adesão ocorre em um contexto de forte volatilidade no mercado internacional de petróleo, influenciado por fatores como a guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por uma parcela significativa do fluxo global da commodity. Esse cenário tem pressionado os custos logísticos e gerado efeitos em cadeia sobre diversos setores produtivos.

De acordo com estimativas da Secretaria da Economia de Goiás, o impacto financeiro máximo da medida para o estado pode chegar a R$ 107,2 milhões até o dia 31 de maio de 2026. A expectativa é que, com a formalização do termo, seja possível amenizar pressões inflacionárias, garantir maior previsibilidade econômica e assegurar o abastecimento em um momento considerado crítico.

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