Foi assinado nesta sexta-feira (17/4) o termo de adesão de Goiás ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, programa criado pelo governo federal para enfrentar a escalada no preço do diesel em meio à instabilidade internacional. A assinatura oficializa a participação do estado na política de subsídio temporário ao combustível.
O documento foi firmado pelo governador Daniel Vilela e estabelece as condições para que Goiás integre a iniciativa, que prevê uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de diesel — sendo R$ 0,60 custeados pela União e R$ 0,60 pelos estados participantes. A medida tem caráter emergencial e busca reduzir os impactos imediatos da alta do petróleo sobre a economia e o consumidor final.
Ao comentar a assinatura, Daniel Vilela ressaltou a importância do diesel para o funcionamento da economia goiana, especialmente em setores como transporte e agropecuária, que dependem fortemente do combustível. Segundo ele, a formalização do termo permite que o estado contribua diretamente para conter aumentos nos preços e garantir o abastecimento.
O acordo também detalha a forma de repasse dos recursos estaduais, que será feita por meio de retenção automática no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), mecanismo recomendado pelo decreto federal que regulamenta o programa. A estratégia busca dar maior segurança operacional e transparência ao processo.
A adesão ocorre em um contexto de forte volatilidade no mercado internacional de petróleo, influenciado por fatores como a guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por uma parcela significativa do fluxo global da commodity. Esse cenário tem pressionado os custos logísticos e gerado efeitos em cadeia sobre diversos setores produtivos.
De acordo com estimativas da Secretaria da Economia de Goiás, o impacto financeiro máximo da medida para o estado pode chegar a R$ 107,2 milhões até o dia 31 de maio de 2026. A expectativa é que, com a formalização do termo, seja possível amenizar pressões inflacionárias, garantir maior previsibilidade econômica e assegurar o abastecimento em um momento considerado crítico.















