A frente progressista tenta bater o martelo nesta quinta-feira (25) sobre a chapa majoritária que terá o ex-deputado estadual Luís César Bueno (PT) como pré-candidato ao Governo de Goiás. A reunião está marcada para 12h, no diretório estadual do PT, em Goiânia, com partidos do campo de esquerda.
A expectativa, segundo apuração, é que o encontro encaminhe a composição com Cíntia Dias (PSOL) e Kowalsky Ribeiro (PDT) nas vagas ao Senado. O PSB deve permanecer na frente, mas lançaria a ex-deputada estadual Isaura Lemos como nome avulso ao Senado Federal.
O partido é esperado na reunião, mas ainda não confirmou oficialmente se enviará representante. A ausência, se ocorrer, será lida como sinal de que a costura ainda depende de acomodação política.
O desenho em discussão tenta resolver a conta que travou a frente nas últimas semanas. O PT ficou com a cabeça de chapa ao governo. PSOL, PDT e PSB passaram a cobrar espaço real na majoritária. Como há apenas duas vagas ao Senado, a solução em análise preserva PSOL e PDT na chapa principal e deixa Isaura em candidatura avulsa, sem rompimento formal com o bloco.
A presidente do PSOL em Goiás, Cíntia Dias, já havia avisado que o partido não aceitaria ocupar a vice apenas para completar a composição. Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, colunista da Tribuna do Planalto, ela disse que a legenda quer unidade, mas com participação concreta.
“Para garantir um palanque unificado, a gente tem que estar na majoritária. E estar na vice não é uma possibilidade para o PSOL”, afirmou.
Cíntia também pressionou PT, PV e PCdoB, partidos da Federação Brasil da Esperança. Na avaliação dela, se a federação já indicou Luís César para o governo, não poderia concentrar também os demais espaços da majoritária.
“O que a gente tem defendido é que a federação PT, PV e PCdoB lançou uma candidatura majoritária, que é a do Luís César Bueno. Então, se eles querem outras vagas, eles não querem aliança”, disse.
O PDT também entrou na mesa com a pré-candidatura de Kowalsky Ribeiro ao Senado. Ao jornalista Domingos Ketelbey,, ele evitou antecipar decisão e disse aguardar a definição da frente, mas deixou claro que a equação envolve projetos pessoais e o compromisso com o grupo.
“Quanto ao futuro, aguardo a definição da Frente Democrática em Goiás, especialmente diante da necessária conciliação entre projetos pessoais e o compromisso maior com o Estado e com a nação. Todas as decisões serão tomadas com responsabilidade, diálogo e espírito público”, afirmou.
Kowalsky disse ainda que estaria nesta quinta-feira (25) no Rio de Janeiro para participar do lançamento da campanha de Léo Lupi a deputado estadual e conversar com Carlos Lupi sobre os rumos do PDT em Goiás. A declaração reforça que a decisão local passa também pela direção nacional da sigla.
“Nesta oportunidade, também conversarei com Carlos Lupi sobre os rumos do partido em Goiás e sobre as expectativas em relação às candidaturas, considerando que meu papel principal hoje é o de organizador partidário”, disse.












