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Frituras, álcool e sedentarismo elevam alerta para câncer de estômago

Levantamento mostra que seis em cada dez brasileiros não mantêm hábitos saudáveis ou não estão no peso ideal


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 20/09/2026 - 08:17

Frituras, álcool e sedentarismo elevam alerta para câncer de estômago
(Imagem: Reprodução)

Embora seis em cada dez brasileiros considerem a própria saúde ótima ou boa, a mesma proporção reconhece que não mantém hábitos saudáveis ou não está no peso ideal. A constatação faz parte de um levantamento nacional realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus.

A pesquisa chama a atenção para comportamentos comuns na rotina da população que podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de estômago, também chamado de tumor gástrico.

De acordo com os dados, 41% dos brasileiros não consomem alimentos frescos diariamente. Outros 33% comem produtos ultraprocessados três ou mais vezes por semana, enquanto 31% ingerem frituras com a mesma frequência.

O consumo de bebidas alcoólicas também aparece no levantamento: 41% dos entrevistados afirmaram beber pelo menos uma vez por semana. A falta de atividade física atinge uma parcela semelhante, já que 42% disseram nunca praticar exercícios.

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de estômago é o quarto tipo de tumor mais incidente entre os homens no Brasil, correspondendo a 5,4% dos casos masculinos.

Jovens consomem mais ultraprocessados

A pesquisa ouviu 2.015 brasileiros e identificou uma diferença importante entre as gerações. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 17% consomem alimentos ultraprocessados todos os dias.

O percentual é quatro vezes maior que o registrado entre pessoas com 60 anos ou mais. Nesse grupo, 4% afirmaram manter o consumo diário desses produtos.

Especialistas do A.C.Camargo explicam que o câncer de estômago é uma doença silenciosa e acumulativa. Isso significa que hábitos aparentemente inofensivos podem representar risco quando se tornam frequentes e são mantidos ao longo do tempo.

Além da alimentação, da falta de atividade física, do consumo de álcool e do tabagismo, a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, conhecida como H. pylori, também é considerada um fator de risco.

A infecção possui tratamento específico. Quando identificada, pode alterar de forma significativa o prognóstico do paciente.

Sintomas podem ser confundidos com gastrite

Os primeiros sinais do câncer de estômago são comuns e podem ser confundidos com uma gastrite. Por isso, o diagnóstico da doença no Brasil ocorre frequentemente em estágios avançados.

A recomendação médica é procurar uma avaliação especializada quando sintomas como azia, queimação ou desconforto abdominal persistirem e não apresentarem melhora.

Sensação de estufamento, saciedade após comer pouco, dificuldade para engolir, perda de peso sem causa aparente, anemia sem explicação e fezes escurecidas também estão entre os sinais que merecem atenção.

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Redação Tribuna do Planalto

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