Consumidores e comerciantes de Goiânia sentiram no bolso os reflexos da queda nos preços de hortaliças e frutas mais comercializadas no atacado em junho. A redução foi influenciada principalmente pela boa oferta dos produtos em diversos estados produtores, incluindo Goiás. É o que mostra o 7º Boletim Prohort de 2025, divulgado nesta terça-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Entre os itens com maior redução de preços nas Ceasas está a cebola, que vinha apresentando alta desde o início do ano, mas teve queda significativa no último mês. O recuo nas cotações ocorreu em quase todas as centrais analisadas, graças à pulverização da oferta, com destaque para as safras de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia. Essa diversidade de origens também ajudou a reduzir os custos logísticos, impactando diretamente os preços no atacado.
Cristalina (GO) impulsiona queda no preço da batata
Outro destaque goiano é a produção de batata na região de Cristalina (GO), que teve papel relevante na queda das cotações do tubérculo. A intensificação da safra de inverno também nas regiões de Araxá (MG) e São João da Boa Vista (SP) ampliou a oferta do produto e provocou redução de preços em 9 das Ceasas monitoradas, sendo a maior registrada no Rio de Janeiro.
A cenoura também apresentou queda de preços, mesmo com leve recuo na oferta em comparação a maio. A estabilidade no volume disponível permitiu a diminuição das cotações em diversas praças atacadistas, inclusive em Goiânia, conforme indicam os dados da Conab.
Frutas e alface também ficaram mais baratas na capital
Na capital goiana, a banana, a laranja, o mamão e a melancia também apresentaram recuos nos preços, reflexo de boa oferta e menor demanda sazonal, causada pelas baixas temperaturas. No caso da banana nanica, o aumento na quantidade comercializada ao longo do mês puxou os preços para baixo. Já a banana prata, com menor oferta, manteve valores mais altos.
A laranja teve queda nas cotações devido à entrada das variedades precoces e tardias, além da concorrência com a mexerica poncã. A melancia, por sua vez, teve oferta elevada, mas com demanda retraída pelo clima frio, contribuindo para o recuo nos preços. Já o mamão apresentou leve queda de 1,7% na média ponderada, mesmo com baixa oferta, influenciado pela menor procura.
A alface também ficou mais barata, reflexo direto da redução na procura provocada pelo clima mais ameno, o que é comum nesta época do ano.
Tomate e maçã seguem comportamentos distintos
Diferente dos demais produtos, o tomate teve comportamento de preços irregular: aumento de 36,2% em Fortaleza e queda de 17,56% em Rio Branco. A oferta caiu por conta do frio nas regiões produtoras, mas a demanda também caiu, o que impediu uma alta generalizada.
A maçã foi a única fruta com aumento médio de preços. A menor demanda durante o período de férias escolares e o controle de oferta feito pelas classificadoras, somados ao aumento das importações, elevaram os preços em vários mercados.
A Ceasa de Goiânia está entre os principais centros atacadistas que contribuíram para o levantamento da Conab, ao lado de São Paulo, Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, entre outros. Esses mercados são responsáveis pela comercialização da maior parte dos hortigranjeiros consumidos pela população brasileira.














