Os jogadores do Goiás decidiram não treinar na manhã de quinta-feira em protesto contra o atraso de quatro meses nos salários, direitos de imagem e premiações. No período da tarde, o grupo de atletas, apoiados por membros da torcida organizada Força Jovem, se reuniram com os dirigentes esmeraldinos para cobrar uma posição sobre as providências que estão sendo tomadas pela diretoria para colocar em dia os direitos de jogadores e funcionários administrativos. Todos os jogadores falaram, dirigentes da torcida Força Jovem da mesma forma.
Pelo lado do Goiás, falou o presidente Munir Calixto Junior, que jogou “um balde de água fria” nos interessados, ao dizer que não existe previsão para o pagamento dos atrasados. Munir Calixto disse que o Goiás cumpriu todas as exigências do Banco para a obtenção do empréstimo, mas por algum motivo, a instituição financeira ainda não aprovou a liberação do dinheiro. Decepcionados, jogadores e comissão técnica não confirmaram se voltarão aos treinos nesta sexta-feira, véspera de um jogo decisivo contra a Ponte Preta. Se não vencer o lanterna da competição no domingo, na Serrinha, o Goiás estará definitivamente fora de qualquer possibilidade de participar do G6 em busca de uma vaga na série A de 2027.

DIRETORIA NA HISTÓRIA
A atual diretoria do Goiás, especialmente o presidente do Conselho Deliberativo Paulo Rogério Pinheiro, entrarão para a história do clube esmeraldino pelo escandaloso atraso de pagamento nos salários e outros direitos dos jogadores e empregados da administração. O Goiás sempre foi uma instituição reconhecida nacionalmente por sua organização e por manter o pagamento de seus empregados absolutamente em dia. Esse status de respeito sempre foi uma marca das gestões de Hailé Pinheiro, Raimundo Queiroz, Vagner Vilela, Dr. Sergio Rassi e todos os outros dirigentes anteriores à atual gestão. Com a morte de Hailé Pinheiro, começou a decadência do alviverde. O time caiu para a série B e não mais teve forças para voltar ao cenário da elite do futebol brasileiro.
Primeiro foi Edmo Pinheiro, que ocupou a presidência do Conselho Deliberativo do Goiás, mudou o estatuto do clube, viu a bobagem que fez e pediu demissão para nunca mais voltar a frequentar a vida cotidiana do time da Serrinha. Assumiu o primo, Paulo Rogério, desafeto de Edminho, na presidência do Conselho Deliberativo. Um fracasso ainda maior. Dirigente ausente, não assiste aos treinos, não vai aos estádios e não viaja com o elenco de jogadores. Para piorar, não é benquisto entre jogadores e servidores administrativos da instituição. Os atuais dirigentes já tem nomes registrados na história do Goiás, como os piores mandatários que passaram pelo clube, reconhecido nacionalmente como “o maior do Centro-Oeste”.

DEFESA PREOCUPA
Com sete gols sofridos nos últimos três jogos, o técnico Guto Ferreira está preocupado em melhorar o desempenho do sistema defensivo nas duas partidas restantes da série B. O time enfrenta o Criciúma amanhã (sábado), às 20 hs no OBA, precisando como nunca de uma vitória para continuar lutando por uma vaga no G2. A média de gols sofridos nesta série B é de um gol por jogo, mas nestes últimos três compromissos essa média foi 2,33 gols sofridos. Para o confronto contra o Criciúma, Guto Ferreira deve promover o retorno do lateral direito Hayner, que cumpriu suspensão automática, no lugar de Igor Cariús. A sorte do Vila é que o ataque tem correspondido, sendo o 3º melhor desempenho ofensivo da série B, com 52 gols marcados, atrás apenas do CRB, com 54 gols e Novorizontino, 64 gols assinalados. O Vila precisa de uma defesa mais sólida, para conquistar a vaga sonhada na série A.
CURTAS
* A torcida força Jovem fez um protesto diferente na Serrinha, sem violência, sem quebradeira ou pichações. Os dirigentes da torcida organizada, se uniram aos jogadores para cobrar respostas e defender os interesses do clube com responsabilidade.
* A diretoria do Náutico decidiu que o time vai enfrentar o CRB no fim de semana com apenas um jogador titular. Sem nenhuma pretensão na competição, o time deu férias para a maioria dos jogadores.
* A decisão do time pernambucano vai impactar os interesses do Sport, seu maior rival, mas também pode prejudicar o Goiás e o Atlético Goianiense. A CBF deveria entrar em ação para que o campeonato brasileiro da série B não fique desmoralizado.
* N série A, a maior emoção está na parte de baixo da tabela de classificação. Na parte de cima, o título para o Flamengo está praticamente assegurado, mas na parte de baixo, a luta contra o rebaixamento desperta mais o interesse do público.
* Chapecoense está rebaixada. O Remo, embora com chances matemáticas de permanecer, está irremediavelmente rebaixado. Restam duas vagas que podem ficar com Grêmio, Corinthians, Internacional, Vitória, Vasco, Botafogo, Mirassol e Coritiba. Maiores chances de queda para Grêmio, de Renato Gaúcho, e Corinthians, do holandês Seedorf.












