Só um milagre salva o Goiás Esporte Clube de um fracasso histórico, que merece ser analisado em sua profundidade para que esse provável vexame não se repita com nenhum de nossos Clubes. O esmeraldino foi primeiro, às vezes segundo colocado, mas sempre no topo da tabela da série B, até que veio o returno e o time entrou em parafuso, perdeu em casa jogos contra adversários que ocupavam as últimas posições na tabela, trocou de técnico e continuou perdendo.
Se não se classificar para a série A, o Goiás vai perder mais de R$ 100 milhões, que é o faturamento de quem disputa a elite, sem considerar os patrocinadores, que são muito mais qualificados do que aqueles que investem na série B. Essa perspectiva se refere apenas ao que o Goiás poderá deixar de arrecadar caso permaneça na segunda divisão. É preciso considerar a fortuna que o Clube gastou esse ano sem conseguir o objetivo. Vila Nova e Atlético gastaram muito menos em 2025 e estarão na mesma competição em 2026.

Erros – Elencar os erros do Goiás é um trabalho difícil. Alguns equívocos são evidentes como a contratação de tantos jogadores que não deram resultado e o imbróglio entre os técnicos Jair Ventura e Vagner Mancini no início da temporada. Muitas contratações no começo do ano não deram certo, como o caso do atacante Edson Carioca, que assinou um contrato de três anos com o Goiás, não se adaptou e foi emprestado ao Mirassol, onde é reserva mas faz parte do grupo principal.
Na janela do meio do ano, os dirigentes do alviverde continuaram errando. Contrataram jogadores veteranos e caros, e aí pode estar um dos pontos de descontentamento dos atletas que estavam no elenco e assistiram a chegada de jogadores ganhando muito mais que eles. Vieram o zagueiro Titi, o meia atacante Wellington Rato e o lateral esquerdo Moraes, os dois primeiros com salários de aproximadamente R$ 400 mil. Vagner Mancini foi demitido em função da sequência de resultados negativos e em seu lugar foi contratado Fábio Carille. O ex-técnico do Santos chegou ganhando R$ 350 mil, com promessa de premiação de R$ 1 milhão em caso de acesso e a renovação de contrato para o próximo ano com salários reajustados para R$ 500 mil.
Até o momento, Carille comandou o Goiás em três oportunidades. Perdeu duas e venceu outra. No último jogo contra o Athletico-PR na Serrinha, fez uma lambança na escalação do time, com improvisações inexplicáveis e acabou sendo derrotado em casa. Carille não é melhor do que Vagner Mancini. A diferença é que o primeiro prefere esquema defensivo, mas o ataque é inofensivo. O segundo joga para vencer, mas se esquece de guarnecer a defesa. Ao Goiás, restam três jogos, dois fora e um no estádio Hailé Pinheiro. Precisa ganhar os três e torcer por alguns tropeços de concorrentes à classificação. Combinação difícil de acontecer.

O vexame dos veteranos – Evento na sede da CBF é marcado por ataques de técnicos brasileiros contra Carlo Ancelotti. O 2º Fórum Brasileiros de Treinadores de Futebol, realizado ontem na sede da Confederação Brasileira de Futebol, foi marcado por falas polêmicas de Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira, que se pronunciaram contra a atuação de técnicos estrangeiros no futebol brasileiro. Primeiro falou Leão, que afirmou “não suportar a idéia de técnicos estrangeiros treinarem o Brasil”.
Depois foi a vez de Osvaldo de Oliveira, que pediu um treinador brasileiro depois que Ancelotti vencer a Copa do Mundo e deixar o Brasil.. O técnico italiano estava no evento e foi convidado a entregar placas para os homenageados, entre eles o próprio Leão. Em seu pronunciamento, Ancelotti lembrou que tem contrato até o final da Copa do Mundo de 2026, mas pode ficar no comando da seleção por mais um ciclo. A CBF não recebeu bem as declarações dos ex-treinadores Emerson Leão e Osvaldo de Oliveira. A cúpula da entidade classificou como “deselegantes e desnecessárias”, especialmente pelo fato do Fórum ter sido realizado na sede da CBF.
CURTAS
- O Goiás publicou Edital de Convocação para Reunião Ordinária do Conselho de Administração visando analisar e deliberar sobre proposta de operação de crédito recomendada pela Diretoria Executiva.
- A dívida do Corinthians com Memphis Depay chegou ao valor aproximado de R$ 23 milhões. Os custos do contrato do atacante holandês levou o presidente Osmar Stábile a pedir para o atacante deixar o hotel de luxo onde mora em São Paulo.
- A despesa mensal mensal com o hotel onde mora Depay é de R$ 250 mil. A informação está na Ata de Reunião do Conselho de Administração, realizada em 29 de outubro, no Parque São Jorge.
- O Goiás segue com cinco jogadores no Departamento Médico e não poderá contar com eles no jogo de amanhã contra o Cuiabá na Arena Pantanal. São eles, Gonzalo Freitas, Marcão, Diego, Esli Garcia e Wellington Rato.
- Guilherme Parede não faz mais parte do elenco do Vila Nova. O jogador rescindiu seu contrato em comum acordo e já se despediu de seus companheiros.
- Quatro jogadores não estão nos planos da diretoria do Atlético para a próxima temporada. Vladimir, Dudu, Kelvin e o volante Castro devem deixar o Clube no final de 2025.
- Carlo Ancelotti não tem esperanças de que Neymar possa atuar de forma intensa na Copa do Mundo. O técnico teria revelado seu pensamento após ter acesso a treinos físicos do craque do Santos.















