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Goiás tem menor concorrência para deputado federal do Centro-Oeste; veja ranking

Distrito Federal registra 21 candidatos por vaga, seguido por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; região reúne 674 nomes para 41 cadeiras


Por Carlos Nathan Sampaio em 15/09/2026 - 09:45

Goiás tem menor concorrência para deputado federal do Centro-Oeste
(Foto: Reprodução)

Goiás tem a menor concorrência proporcional para deputado federal entre as quatro unidades do Centro-Oeste. São 254 candidatos para 17 vagas na Câmara dos Deputados, média de aproximadamente 14,9 concorrentes por cadeira.

O Distrito Federal ocupa a primeira posição no ranking regional, com 164 candidaturas para oito vagas, média de 20,5 por cadeira. Em seguida aparecem Mato Grosso, com 133 nomes e relação de 16,6 por vaga, e Mato Grosso do Sul, com 123 candidatos, equivalente a 15,4 por cadeira.

Somadas, as quatro unidades contabilizam 674 candidatos para 41 vagas de deputado federal. A média regional é de aproximadamente 16,4 concorrentes por cadeira.

Apesar de possuir o maior número absoluto de candidaturas, Goiás também dispõe da maior bancada do Centro-Oeste. O estado elege 17 deputados federais, enquanto Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul possuem oito vagas cada.

Os números consideram as listas divulgadas pela Justiça Eleitoral e podem sofrer alterações em razão de renúncias, substituições ou decisões sobre os registros das candidaturas.

Distrito Federal lidera concorrência

Com 164 candidatos para oito cadeiras, o Distrito Federal tem a maior concorrência proporcional do Centro-Oeste e do país. A relação chega a 20,5 nomes por vaga, arredondada para 21.

A pesquisa do Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape) divulgada em setembro coloca Fred Linhares (Republicanos) numericamente na frente, com 11,4% das intenções de voto.

Rafael Prudente (MDB) aparece em segundo lugar, com 5%, seguido por Júlio César (Republicanos), com 4,9%; Fábio Felix (PSOL), com 4,8%; e Alberto Fraga (PL), com 4,1%.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre 31 de agosto e 5 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é DF-07879/2026. Os dados foram publicados pelo Metrópoles.

Mato Grosso tem 17 candidatos por cadeira

Mato Grosso ocupa a segunda posição regional. O estado tem 133 candidatos para oito vagas, média de 16,6 concorrentes por cadeira.

Sete dos oito integrantes da atual bancada tentam a reeleição: Coronel Assis (PL), Coronel Fernanda (PL), Emanuelzinho (PSD), Fábio Garcia (União Brasil), Juarez Costa (Republicanos), Nelson Barbudo (Podemos) e Rodrigo da Zaeli (PL). José Medeiros deixou a disputa pela Câmara para concorrer ao Senado.

A pesquisa mais recente do Instituto Data Index aponta Fábio Garcia numericamente na primeira colocação, com 4,13%. Virgínia Mendes aparece com 4%, e Irajá Lacerda (PSD), com 3,5%. Os três estão tecnicamente empatados.

Professora Rosa Neide (PT) registra 3,31%. Coronel Assis e Juarez Costa têm 3% cada, enquanto Coronel Fernanda e Emanuelzinho aparecem com 2,69%.

A pesquisa espontânea ouviu 1.600 eleitores entre 28 e 31 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado sob o número MT-07360/2026 e divulgado pelo Jogo Político.

Mato Grosso do Sul aparece em terceiro

Mato Grosso do Sul contabiliza 123 candidatos para oito cadeiras. A média é de 15,4 concorrentes por vaga, ligeiramente acima da registrada em Goiás.

O balanço divulgado pelo TRE-MS após o encerramento do prazo contabilizava 122 pedidos de registro. A lista posteriormente atualizada passou a apresentar 123 nomes.

Na pesquisa mais recente do Instituto Ranking Brasil Inteligência, Rose Modesto (União Brasil) aparece numericamente na frente, com 3,6%. Mara Caseiro (PL) registra 3,3%, Rodolfo Nogueira (PL) tem 2,9%, e Marcos Pollon (PL), 2,8%.

Geraldo Resende (PP) aparece com 2,4%, seguido por Camila Jara (PT), com 2%. As diferenças entre os primeiros colocados estão dentro da margem de erro.

O levantamento espontâneo ouviu 2 mil eleitores de 30 municípios entre 4 e 9 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob os números MS-09894/2026 e BR-08288/2026. Os resultados estão disponíveis no Instituto Ranking.

Goiás tem a menor média regional

Goiás reúne 254 candidatos considerados aptos na contagem divulgada após a análise inicial dos registros. Ao todo, a Justiça Eleitoral havia recebido 257 pedidos, mas três nomes foram classificados como inaptos.

Como o estado possui 17 vagas, a média é de 14,9 candidatos por cadeira, a menor do Centro-Oeste. Ainda assim, Goiás apresenta mais que o dobro do número absoluto de vagas existente em cada uma das outras unidades da região.

A pesquisa mais recente do Igape coloca Silvye Alves (União Brasil) numericamente na liderança para deputada federal, com 4,9%. Bruno Peixoto (União Brasil) aparece com 4,1%, seguido por Flávia Morais (MDB), com 3,9%.

Delegado Waldir (União Brasil) e Lucas do Vale (PSD) registram 3,4% cada. Daniel Agrobom (PSD) aparece com 3,2%, enquanto Adriana Accorsi (PT) e Professor Alcides (PSDB) têm 3,1%.

Silvye, Bruno e Flávia estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores em 85 municípios entre 20 e 29 de agosto e foi registrada no TSE sob o número GO-09302/2026. Os dados constam em reportagem da Tribuna do Planalto.

Os percentuais das pesquisas estaduais não devem ser comparados diretamente. Os levantamentos possuem períodos de coleta, amostras, perguntas e métodos diferentes.

Além disso, a posição individual de cada candidato não determina quem será eleito. A disputa para deputado federal utiliza o sistema proporcional, no qual os votos dados aos partidos e às federações definem inicialmente quantas cadeiras cada grupo receberá. Somente depois ocorre a distribuição das vagas entre os candidatos mais votados de cada chapa.

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