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Governo e entidades realizaram reunião para discutir reajustes com médicos e psicólogos do Detran-GO

A proposta de dar 30 dias para negociações foi inicialmente aceita pelos representantes das categorias


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 16/07/2025 - 11:01

paralisação médicos e psicologos do Detran

Em reunião realizada nesta segunda-feira (15/07), o Governo de Goiás, por meio do Detran-GO, e representantes dos médicos e psicólogos credenciados chegaram a um entendimento para abertura de diálogo sobre possíveis ajustes nos valores pagos pelos atendimentos realizados no processo de obtenção ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ficou acordado que as categorias terão o prazo de 30 dias para apresentar propostas técnicas e fundamentadas de reajuste, que possam ser avaliadas pela gestão pública sem repassar ônus excessivo ao cidadão goiano, responsável pelo pagamento direto do serviço.

“Estamos abertos à construção de uma solução equilibrada. Nosso compromisso é manter a qualidade do atendimento à população, mas com responsabilidade fiscal e sem comprometer o bolso do contribuinte”, afirmou o presidente do Detran-GO, delegado Waldir Soares.

A decisão foi anunciada após encontro entre o presidente do órgão, o governador em exercício, Daniel Vilela, e representantes das categorias profissionais. Durante a reunião, o governo reforçou a importância de manter o canal de diálogo aberto e de seguir critérios técnicos e de transparência nas negociações.

Atualmente, o valor pago pelos usuários é de R$ 90 por consulta médica e R$ 100 por atendimento psicológico. Os profissionais credenciados não são servidores públicos e têm autonomia para definir suas agendas, atuando em clínicas próprias ou em salas disponibilizadas pelo Detran-GO nas unidades públicas.

Apesar de uma paralisação pontual anunciada por parte da categoria nos dias 15 e 16 de julho, os serviços nas unidades do Detran-GO seguem normalmente, com remarcação dos exames suspensos para evitar prejuízo aos usuários.

O Diretor de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), Diolindo Freire Neto,  argumenta que as reuniões que o sindicato teve foram apenas protocolares, sem compromisso real com a resolução das demandas apresentadas pelos médicos credenciados.

“O SIMEGO, enquanto legítimo representante da categoria, tentou por diversas vezes abrir canais de negociação, sempre com postura respeitosa e técnica. No entanto, as respostas foram vagas, genéricas e, sobretudo, sem qualquer proposta concreta de valorização ou recomposição das perdas acumuladas ao longo de quase uma década”, destaca.

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