A vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB) foi mencionada pela primeira-dama Janja da Silva durante o Encontro Nacional de Evangélicos do PT, realizado nesta segunda-feira (8), em Brasília. Ao responder críticas do pastor Silas Malafaia, Janja afirmou concordar com uma posição defendida anteriormente pela parlamentar goianiense.
A referência ocorreu durante discurso em que a primeira-dama comentava declarações feitas por Malafaia sobre reuniões promovidas por ela com mulheres evangélicas. Antes de responder diretamente ao líder religioso, Janja lembrou um posicionamento adotado por Aava.
“Eu gostei muito do que a Aava falou do Mafalaia, porque eu também não o chamo de pastor”, mencionou. Na sequência, a primeira-dama citou comentários feitos por ele nas redes sociais a respeito dos encontros que ela tem realizado com mulheres evangélicas em diferentes regiões do país.
“Ele teve a cara de pau de numa rede social falar que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher para mim é importante. Não importa se eu fiz uma reunião com duas, três, duzentas ou mil. O importante é que eu conversei, o importante é que eu ouvi elas”, declarou.
As críticas fazem referência a declarações de Malafaia feitas no ano passado, quando o pastor questionou a relevância das participantes das agendas promovidas pela primeira-dama junto ao público evangélico. Na ocasião, ele afirmou que os encontros não reuniam mulheres de destaque no segmento.
Aava Santiago é uma das principais lideranças evangélicas na política goiana e tem se destacado nacionalmente em debates sobre religião, direitos humanos e participação feminina na vida pública. Nos últimos meses, a vereadora também fez críticas a posicionamentos políticos adotados por Malafaia e a setores da liderança evangélica brasileira.
A fala de Janja ocorreu durante evento promovido pelo PT voltado ao diálogo com o eleitorado evangélico, segmento que representa cerca de 27% da população brasileira, segundo dados do Censo de 2022. A aproximação com esse público tem sido uma das estratégias adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir a resistência ao partido entre os fiéis das igrejas evangélicas.












