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Projeto define regras para guarda compartilhada de pets após separação

Serviços de urgência e emergência seguem normalmente, enquanto atendimentos administrativos e ambulatoriais serão retomados na quarta-feira


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 17/04/2026 - 17:08

Projeto define regras para guarda compartilhada de pets após separação
Projeto define regras para guarda compartilhada de pets após separação

Um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional estabelece regras para a guarda compartilhada de animais de estimação em casos de separação de casais no Brasil. A proposta, já aprovada no Legislativo e atualmente em fase final antes de eventual sanção, busca regulamentar uma realidade cada vez mais comum no Judiciário: disputas envolvendo pets após o fim de relacionamentos.

Como funcionará a guarda

De acordo com o texto, quando não houver acordo entre as partes, caberá ao juiz definir a divisão da guarda, levando em consideração critérios como o bem-estar do animal, a disponibilidade dos tutores e as condições de cuidado oferecidas por cada um.

 

Além disso, a proposta prevê que o tempo de convivência com o pet poderá ser compartilhado de forma equilibrada entre os responsáveis. Em situações específicas, o Judiciário também poderá estabelecer regras de visitação, caso a guarda fique com apenas um dos tutores.

Divisão de despesas e responsabilidades

Outro ponto importante é a definição sobre os custos. O projeto estabelece que despesas ordinárias, como alimentação e higiene, devem ser custeadas por quem estiver com o animal no período. Já gastos extraordinários, como tratamentos de saúde, deverão ser divididos entre as partes.
Além disso, o descumprimento das regras poderá levar à perda da guarda, especialmente em casos de negligência ou maus-tratos.

Restrições e proteção ao animal

O texto também prevê restrições importantes. Em casos de violência doméstica ou histórico de maus-tratos, o responsável poderá perder o direito à convivência com o animal. A proposta reforça que o critério central para decisões judiciais será o bem-estar do pet, rompendo com a lógica tradicional que tratava os animais apenas como bens materiais.

Mudança no entendimento jurídico

A iniciativa acompanha uma transformação mais ampla no direito brasileiro, que passa a reconhecer os animais como seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor, afeto e sofrimento. Com isso, decisões judiciais tendem a considerar não apenas a propriedade, mas também o vínculo afetivo entre tutores e animais.

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