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Kátia Maria cobra colaboração do setor produtivo para evitar aumento de crise hídrica em Goiás


Por Redação em 27/08/2018 - 00:00

Foto: Divulgação

“Água é um direito fundamental de todo ser humano. Sem água não planta, não colhe, não produz”, comentou nesta quinta-feira, dia 23, a candidata ao governo de Goiás pelo PT Kátia Maria sobre a crise hídrica, considerada uma das piores já enfrentadas pelo estado de Goiás. Preocupada com a possibilidade de rodízio no fornecimento de água em Goiânia anunciada pela Saneago, Kátia Maria critica a atual gestão que possui um modelo econômico ultrapassado. E propõe uma gestão integrada, com participação popular e que ouça as demandas e propostas dos Comitês de Bacias e uma fiscalização eficiente para resolver esse problema. “Infelizmente não é o que acontece hoje em Goiás e nunca foi prioridade dos últimos governos”, alfineta. E afirma que a questão dos recursos hídricos é urgente e é uma das pautas prioritárias de sua agenda política.

O Plano de Governo de Kátia Maria prevê um novo modelo de desenvolvimento, no qual articula desenvolvimento econômico, social e sustentabilidade. “Vamos ter políticas firmes de gestão dos recursos naturais aliadas com inteligência e tecnologia, para que possamos garantir um desenvolvimento socioeconômico sustentável e as pessoas possam ter água, alimento e vida digna”, diz. Para a candidata é preciso fortalecer o papel da Agência Goiana de Regulação (AGR) em especial como controlador e fiscalizador, principalmente em relação à Saneago, e também fortalecer os comitês de bacia, como o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. “Este importante comitê de bacia necessita urgentemente de força e investimentos, assim como precisamos efetivar a criação de outros comitês que não saíram do papel e fortalecer os que estão com funcionamento precário”, anuncia.

Para Kátia Maria esta crise hídrica enfrentada pelo estado se deve não só as alterações no regime de chuva que reduz o nível dos rios provocado pelo aquecimento global, mas principalmente em função do desmatamento das margens ciliares e da falta de uma política ambiental e de uma fiscalização mais efetiva que garanta que os proprietários de terra e empresários não destruam a vegetação que protege as margens dos rios e córregos.

“O Plano Estadual de Recursos Hídricos, recentemente aprovado, é um bom referencial para as decisões estratégicas do governo, por isso precisa ser garantido”, explica. E enfatiza a necessidade de priorizar o Zoneamento Ecológico- Econômico (ZEE), um importante instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente. “Precisamos garantir o desenvolvimento, mas precisamos garantir também que ele seja sustentável”, diz.

“E esta falta de sustentabilidade ambiental se deve ao Código Florestal do estado aprovado e sancionado por este governo. Eu acompanhei, debati e fui contra este código porque ele permite a degradação do meio ambiente, reduz as áreas de preservação ambiental e as matas ciliares”, explica. O Código Florestal Estadual, segundo ela, não protege o Bioma Cerrado, pelo contrário, permite o desmatamento e a destruição do bioma mais antigo do país e rico em diversidade. Este código, o aquecimento global aliada à má gestão dos recursos hídricos e do meio ambiente, são, no entendimento de Kátia Maria, as principais causas desta grave crise hídrica pela qual passa o estado.

E lembra que o agronegócio e as empresas precisam fazer a sua parte para garantir que não falte água para a população e para a própria produção. “Não basta apenas termos políticas públicas efetivas para a área do meio ambiente, o setor produtivo e a sociedade precisa colaborar, por que se falta água a produção também será prejudicada e o estado perde também em termos financeiros, por isso defendemos um modelo econômico que vise o desenvolvimento sustentável em todas as áreas”, explica.

E lembra que a falta de água é uma rotina, por exemplo, na região sul de Aparecida de Goiânia. “Todo ano, nesta época, bairros desta região de Aparecida sofrem com as torneiras secas e é preciso reverter esta situação com uma gestão integrada do meio ambiente”, diz.

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