Ao comentar sobre a falta de medicamentos em unidades de saúde da capital, o prefeito Sandro Mabel (UB) afirmou que o desabastecimento de medicamentos nas unidades de saúde da capital não decorre da falta de dinheiro, mas do descumprimento contratual por fornecedores. Segundo ele, empresas que vencem licitações e deixam de entregar remédios ou insumos estão sendo multadas e incluídas em uma “lista suja” que impede novos contratos com o município.
“Eu vi pessoas faltando insulina, não é porque nós não compramos, é porque o fornecedor não entregou”, diz Sandro em vídeo publicado nas rede sociais nesta terça-feira (24). “Antigamente a prefeitura licitava, a empresa ganhava e simplesmente não entregava os medicamentos. O posto fica vazio, o paciente sem remédio e a empresa continuava participando de novas licitações”, argumentou.
Mabel disse que a gestão adotou um novo modelo de fiscalização e punição. Empresas que não cumprirem os contratos serão multadas e incluídas em uma “lista suja” administrativa, ficando impedidas de contratar novamente com o município por determinado período. Apenas neste ano, segundo ele, 14 empresas foram penalizadas.
A administração municipal sustenta que as medidas visam garantir segurança no abastecimento da rede pública e impedir que a assistência à população fique vulnerável ao descumprimento de contratos. “Remédio não pode faltar por irresponsabilidade de fornecedor, e a saúde não pode ficar refém de quem não entrega o que promete”, afirmou.
Doação de medicamentos
Nos primeiros meses da gestão, Mabel afirmou ter destinado o próprio salário para a compra emergencial de insumos e medicamentos destinados à rede municipal de saúde, como cateteres, sondas de alimentação enteral e itens essenciais para atendimento nas unidades básicas. Na época, as iniciativas chegaram a ser divulgadas pela Prefeitura de Goiânia, mas não há informação se as doações continuam.
“Trata-se de um gesto simbólico, da minha parte, que mostra a minha preocupação em normalizar o atendimento, ao mesmo tempo em que reconhece o empenho e a luta das equipes que trabalham nas unidades de saúde básica do município”, pontuou Mabel na ocasião.
Em maio de 2025, a Tribuna do Planalto mostrou, com exclusividade, que a Secretaria Municipal da Saúde havia começado a punir fornecedores que descumpriam prazos e obrigacões contratuais. Na época, a reportagem identificou o início da tramitação de cerca de 50 processos administrativos. Em janeiro de 2026, a Prefeitura apresentou balanço da medida.















