O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) reúne vereadores da base aliada na próxima segunda-feira (23), no Paço Municipal, em um aceno político e para apresentar o programa Obras Cidadãs, iniciativa que permitirá a indicação de pequenas obras nos bairros e busca fortalecer a relação entre Executivo e Legislativo.
Logo após o encontro, o prefeito fará o lançamento oficial do programa, que prevê que cada vereador indique até duas pequenas intervenções urbanas por mês em bairros da capital, com custo máximo de R$ 70 mil. Segundo a Prefeitura, a medida busca dar respostas rápidas a demandas pontuais da população e ampliar a presença do poder público nas comunidades, ao mesmo tempo em que reforça a interlocução política entre Executivo e Legislativo.
Os movimentos ocorrem às vésperas da retomada das atividades parlamentares. A sessão solene que marca o reinício dos trabalhos, inicialmente prevista para o dia 24, foi remarcada para quarta-feira (25) e contará com a presença de Mabel.
O retorno das sessões inaugura o segundo ano da relação entre o Paço e os vereadores, que nos bastidores é descrita como mais estável e previsível. A mudança de cenário começou a se consolidar no fim de 2025, quando o vereador Wellington Bessa (DC) assumiu a liderança do governo na Casa e o Executivo voltou a contar com maioria confortável, permitindo a aprovação de matérias com menor resistência.
O ambiente de tensão que marcou parte do primeiro ano de mandato foi gradualmente substituído por uma relação mais pragmática, o que permitiu, em dezembro, a aprovação de um pacote de projetos do Executivo.
Até R$ 70 mil
O programa Obras Cidadãs tornou-se peça central dessa nova fase. Além de viabilizar pequenas melhorias urbanas, a iniciativa fortalece o protagonismo dos vereadores junto às comunidades. Em agosto de 2025, Mabel afirmou que seria “difícil vereador ficar na oposição” diante de um modelo que prevê entregas mensais em parceria com os parlamentares.
Apesar do alinhamento político, a relação ainda envolve testes, a exemplo do veto integral do prefeito ao projeto que revogava a Taxa de Limpeza Pública (TLP), aprovado com apoio da base no fim de 2025. Nos bastidores, a expectativa é de que o veto seja mantido, evidenciando a cobrança do Executivo por fidelidade nas votações estratégicas.
Com cerca de 25 vereadores considerados aliados, a gestão aposta no alinhamento político e em entregas de impacto local para reduzir conflitos e garantir governabilidade ao longo de 2026.
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