O Ministério Público de Goiás, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI), deflagrou a Operação Mão Invisível, que tem como objetivo evitar fraudes bancárias através de recursos cibernéticos sofisticados. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva, todos no Estado de São Paulo, com apoio do MP e da Polícia Militar.
De acordo com o MP, os criminosos teriam enganado vítimas por meio de variadas técnicas, entre elas o uso de ligações telefônicas por Voip (voz sobre IP), acrescido de “spoofing de chamada”, que permite alterar o número que aparece no identificador de chamadas do telefone da vítima, dando aparência de se tratar de número oficial do banco.
Também foi utilizada nos golpes a prática de engenharia ou manipulação social, onde os autores simulavam se tratar de equipes de segurança de instituições bancárias e solicitavam que as vítimas tomassem determinadas ações para impedir um golpe.
A investigação mostrou que a organização criminosa ainda se valeu de “rootkits” ou de aplicativos de acesso remoto para ter acesso completo ao celular das vítimas. Nestes casos, o golpista solicitava a instalação de um suposto “antivírus”, com a justificativa de impedir que o dinheiro da pessoa fosse acessado por terceiros, quando na realidade os aplicativos garantiam o acesso remoto completo e total ao celular.















