O preço médio das passagens aéreas no Brasil ficou em R$ 703,52 por trecho em julho, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O valor representa uma queda real de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação medida pelo IPCA.
Na comparação com julho de 2024, porém, a tarifa média apresentou alta de 1,1%. O levantamento considera os bilhetes vendidos no mercado doméstico em todas as rotas do país.
Os dados mostram ainda que boa parte das passagens foi comercializada por valores abaixo da média nacional. Em julho, 45,4% dos assentos vendidos custaram menos de R$ 500, enquanto aproximadamente 67% dos bilhetes adquiridos pelo público em geral tiveram preço inferior aos R$ 703,52 registrados como média.
Na outra ponta, 8,3% dos assentos foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil, mostrando a diferença de preços encontrada entre rotas, períodos de compra e disponibilidade de voos.
A redução da tarifa média ocorreu mesmo em um cenário de forte aumento no preço do combustível das aeronaves. O querosene de aviação, conhecido como QAV, custou em média R$ 4,89 por litro no período, alta de 35% em relação a julho do ano passado e de 14,4% na comparação com julho de 2024.
O combustível está entre os principais componentes dos custos das companhias aéreas e suas variações costumam ter impacto sobre a formação dos preços das passagens.
O que entra no cálculo
A tarifa média calculada pela Anac considera exclusivamente o valor pago pelo transporte aéreo. Não entram nessa conta despesas adicionais contratadas pelos passageiros, como despacho de bagagem, escolha de assentos e taxa de embarque.
Também são retiradas da base passagens adquiridas em condições que não estão disponíveis ao público em geral, como bilhetes emitidos com milhas, tarifas corporativas e passagens destinadas a funcionários das companhias aéreas.
Os números completos de julho fazem parte do painel de tarifas domésticas mantido pela Anac e permitem consultar os valores por rota e período.













