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MPGO faz operação contra supostas irregularidades na Agehab e afasta servidores

Investigação apura contratações de construtoras com recursos do Protege Goiás; agência é presidida por Alexandre Baldy


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 18/03/2026 - 08:40

Agência informou que dois servidores foram demitidos (Foto: Divulgação)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Confrades para apurar supostas irregularidades em contratações de empresas pela Agência Goiana de Habitação (Agehab). A investigação mira possíveis desvios de recursos públicos ligados ao Fundo Protege Goiás e teria envolvimento de dois servidores do órgão.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Goiânia e Anápolis, incluindo a sede da Agehab, além de endereços de empresários e de uma construtora apontada como beneficiária do esquema. A Justiça também determinou o afastamento temporário de dois integrantes do corpo gestor da agência responsáveis pelas contratações investigadas. Os nomes dos investigados não foram divulgados pelo MPGO.

Segundo o Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (GAEPP), há indícios de irregularidades na seleção de projetos de engenharia e na execução de contratos relacionados à construção de moradias do programa Pra Ter Onde Morar. As apurações apontam possíveis reajustes contratuais irregulares, flexibilização de regras previstas em edital, pagamentos indevidos e interferência em setores técnicos da Agehab.

O MPGO ressalta que as irregularidades investigadas não atingem a estrutura ou os objetivos do programa habitacional, mas sim a conduta de agentes públicos envolvidos nos processos de contratação.

A operação foi autorizada pela 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, que acolheu representação do Ministério Público com base nos indícios reunidos durante a investigação.

A Agehab é atualmente presidida por Alexandre Baldy, ex-ministro das Cidades, presidente estadual do PP e pré-candidato ao Senado na chapa governista. Até o momento, não houve manifestação oficial da agência ou dos citados sobre a operação.

Em nota à Tribuna, a Agência Goiana de Habitação (Agehab) informou que “a operação não tem relação com a alta gestão da Agência nem prejudica os programas da empresa, segundo o próprio Ministério Público de Goiás (MP-GO)”.

A Agehab também disse que “colabora, prestando todas as informações à Justiça, e todos os autos e processos eletrônicos relacionados foram devidamente acessados e registrados” e que os servidores envolvidos foram demitidos.

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