skip to Main Content

Município oferece escolas para vacinar crianças

Por Redação - 27/01/2022

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Da redação 

O secretário de Educação de Senador Canedo, Marcelo Ferreira Costa, conta como foi planejado o ano letivo de 2022 nas 49 unidades educacionais do município. Além da infraestrutura, com repasse de R$ 12 milhões diretamente para as escolas cuidarem das pequenas reformas e manutenção, a Secretaria de Infraestrutura mantém intervenções mais complexas, por meio de licitação, em 25 escolas.  

“Além disso, vamos construir e inaugurar 11 unidades, entre escolas e CMEIs, para que possamos garantir uma estrutura adequada para receber professores e alunos nos próximos quatro anos”, revela. 

A ideia é que as aulas comecem ainda em janeiro de forma totalmente presencial. Mas com todos os protocolos de segurança sanitária, uso de máscaras, afastamento de quem apresentar sintomas.  

“Vamos evitar o máximo possível ambientes fechados, trabalhar com as crianças fora das salas em locais mais abertos. Além disso, cada escola está hoje autorizada a utilizar recursos para garantir a segurança de todos os alunos e servidores”, explica. 

Outro desafio da escola pública, no momento, afirma o secretário, é garantir conectividade para que o aluno possa aprender mais, aprender melhor e aprender de forma moderna. Para isso, além de preparar os professores, o município adquiriu notebooks para os alunos usarem durante aula.  

“A ideia é que em Senador Canedo o aluno tenha todos os insumos necessários para que ele tenha curiosidade, para que desenvolva essa curiosidade e seja atraído para a escola. A escola tem que ir além de ensinar a ler e escrever, ela tem que ensinar as pessoas a conviver em coletividade e garantir essa cidadania para que ela seja aplicada no mundo lá fora”, destaca. 

Diante da nova onda de Covid-19, causada pela variante ômicron, a rede de educação de Senador Canedo está preparada para o retorno das aulas totalmente presencial?  

Marcelo Ferreira da Costa – A secretaria precisa fazer o planejamento anual como se fôssemos ter aulas presencial. Se não o fizermos, corremos o risco de ficar patinando na pandemia, isto é, dando soluções imediatas para problemas imediatos, sem pensar que 2022 é o primeiro ano da recuperação do que todos os alunos perderam, aqueles conteúdos que não foram abordados da forma mais adequada. Então pra esse ano nós planejamos naturalmente a volta presencial, contraturno para que a gente pudesse trabalhar com os alunos e um calendário que se estendeu 200 dias letivos, como a lei preconiza. 

Mas os cuidados permanecem diante da pandemia…  

A ideia é que a gente volte com a maioria das unidades de forma presencial e que esse processo seja feito com o maior cuidado para a segurança de todos, mas visando a retomada da normalidade para 2022. Claro, se houver um aumento além do que estamos planejando, o próprio Comitê de Covid da cidade em conjunto com a Secretaria de Educação, sob a orientação do prefeito, tomaremos as medidas necessárias para proteção da população. 

O sistema de aulas remotas está superado?  

Como ainda temos o sistema online em nossas mãos, na medida em que, mesmo com todos os protocolos de prevenção, tivermos dificuldade em uma unidade pra um número elevado de casos e que possa promover risco pro servidor, pro aluno ou pra família, essa unidade terá o processo interrompido e as aulas online passarão a vigorar, até que a gente possa ter segurança pro retorno daquela unidade. Mas é importante dizer que isso é diferente do outro ano, que era exclusivamente online. Agora a gente está trabalhando com a ideia de que o online é um reforço, é uma possibilidade pra além do que é presencial. 

O déficit no aprendizado já será enfrentado agora em 2022?  

Sim. Em setembro aplicamos de forma censitária, para todos os alunos de Senador Canedo, uma avaliação diagnóstica, inclusive com parceria da Universidade Federal de Juiz de Fora, e após aplicação dessa avaliação tivemos o retorno por itens dos alunos e devolvemos para as escolas, pros professores e coordenadores, esses resultados. E a partir desses resultados, podemos entender que não foi de forma geral a perda de proficiência dos alunos, mas por itens, conteúdos; alguns conteúdos foram mais afetados, menos apreendidos pelos alunos, enquanto outros permaneceram como eram em 2019, para nossa surpresa. Daí a importância da avaliação diagnóstica, porque se consegue perceber exatamente quais são os pontos que a gente tem que reforçar. O resultado daquela avaliação diagnóstica de setembro serviu diretamente para o planejamento desse ano. Os professores agora, a partir do dia 17, quando começa o processo de aula, estão trabalhando exatamente com os itens (conteúdos) que os alunos demonstraram dificuldade. 

Há a possibilidade, em Senador Canedo, de que a vacinação dos estudantes ocorra nas próprias unidades escolares? 

Isso é uma possibilidade. Nós já disponibilizamos todas as unidades para que a Saúde possa planejar de forma adequada. É importante a descentralização do processo, para que possamos ter menor tumulto nas unidades de saúde, fazendo com que a gente tenha uma aglomeração muito menor. A parceria da Secretaria de Educação com a Secretaria de Saúde é sempre muito presente e inclusive temos o programa nacional Saúde na Escola, que é uma interface já existente entre saúde e educação. E esse estreitamento de laços é muito importante, porque as crianças em período escolar têm necessidade de diagnósticos de problemas auditivos, problemas visuais, doenças que as famílias não conseguem detectar e a escola conseguimos fazer. E a saúde é muito parceira, nesse sentido. Portanto a vacinação das crianças pode ser, sim feita nas escolas. É uma decisão que cabe à Saúde, do ponto de vista de logística, mas que tem já o apoio e a disponibilidade de todas assumida desde educação de Senador Canedo. 

A evasão escolar é uma preocupação nesse momento? 

Sim. Uma das questões prementes no Brasil hoje é a busca ativa, porque os alunos evadiram da escola. Tenho dito em palestras no Brasil todo que não adianta trazer o aluno pra escola. O aluno se desvencilhou do processo escolar, ele acabou indo pra casa, e lá ele tem videogame, tem tecnologias à disposição. O aluno não quer voltar mais voltar para uma escola que tenha quadro e giz. Não se pode pensar numa escola convencional pós-pandemia. Por isso nós estamos nos preparando para que essa escola em Senador Canedo tenha laboratório de robótica, tenha notebook para os alunos e tenha metodologias ativas capazes de garantir uma interação desse aluno com a tecnologia, com o futuro, muito maior do que a gente tinha em 2019. 

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Back To Top