Em entrevista depois do jogo em que o Vila Nova empatou com o Remo em 1 a 1 no OBA, o técnico Paulo Turra voltou a destacar a intensidade do time em campo, característica que o Vila adquiriu depois que ele assumiu o comando da equipe. “Estou falando de um processo de 45 dias, 6 jogos e um protocolo difícil de ser assimilado. Sou muito exigente e cobro muito. Com o retorno que tive hoje (sábado), tenho muita confiança porque temos ainda 12 jogos. Se é difícil para nós enfrentarmos esses adversários, imagina para eles nos enfrentar com essa identidade. Vamos bater de frente com qualquer time”…
De que time Paulo Turra estaria falando? O Vila Nova da realidade, o mesmo que ele comanda, não vence há quatro partidas, empatou os dois últimos dois jogos em casa e se distanciou do G4, ocupando apenas a 9ª colocação na tabela de classificação. Para piorar, o próximo jogo do Vila é contra o Athlético-PR, em Curitiba, no próximo domingo. O time paranaense está em ascensão e luta por uma vaga entre os quatro que disputarão a série A em 2026. A verdade é que esse time poderoso que o técnico descreve possui apenas 8,2% de possibilidades de acesso e não pratica nenhum futebol extraordinário, capaz de mudar essa realidade.
A guerra de Curitiba – O Goiás foi a Curitiba na sexta-feira e enfrentou uma verdadeira batalha no estádio Couto Pereira, que recebeu um público superior a 30 mil torcedores. Vagner Mancini foi para a partida disposto a trazer um ponto para Goiânia, montou um esquema fortemente defensivo, com uma sólida linha defensiva de quatro jogadores e três volantes sem nenhuma vocação ofensiva. O time foi pouquíssimas vezes ao ataque e garantiu o resultado que lhe interessava. O jogo foi tenso entre jogadores, comissões técnicas e dirigentes. O Coxa chegou a marcar um gol no finalzinho da partida, mas foi invalidado pelo VAR corretamente.

Ao encerrar a partida, uma briga generalizada entre jogadores e outros personagens envolvidos no jogo tomou conta do Couto Pereira. Um triste espetáculo, indigno de quem pratica o futebol profissional no Brasil. A pergunta que fica é: a quem serviu aquele triste espetáculo? Quem saiu ganhando com aquele episódio dantesco? Que exemplo ficou para as gerações futuras que assistiram de casa ou no próprio estádio? Ninguém ganhou, muito menos os Clubes, os principais prejudicados com aquela indignidade.
Coritiba e Goiás perderam três jogadores cada, expulsos pelo árbitro do jogo. O Goiás fica sem Anselmo Ramon, Benítez e Marcão para o próximo jogo contra o Paysandu. Além desses jogadores, o time esmeraldino também será desfalcado com o lateral esquerdo Lucas Lovat e o volante Gonzalo Freitas, que receberam terceiro cartão amarelo. Pelo lado do Coxa, foram expulsos o goleiro Pedro Rangel, o volante Filipe Machado e o atacante Clayson. Com o placar em branco, o Coritiba segue líder e o Goiás é o segundo colocado na tabela de classificação da Série B.

Andrino ameaça lateral do Coxa – Em meio à briga generalizada, o dirigente Lucas Andrino, do Goiás, foi flagrado fazendo graves ameaças ao lateral Zeca, do Coritiba. Zeca jogou uma chuteira na direção de Anselmo Ramon, Lucas Andrino, estava à beira do gramado, dirigiu ameaças ao jogador dizendo que “onde eu estiver, vou estragar a carreira dele”. Procurado por jornalistas depois da confusão, Lucas Andrino não quis se pronunciar sobre o assunto.
Mas terá que falar. Suas ameaças são graves e precisam ser esclarecidas, nem que sejam na justiça comum. Que direito tem o dirigente esmeraldino de fazer ameaças tão sérias a um jogador adversário? Quem ele pensa ser para decidir pela continuidade ou pelo fim da carreira profissional de alguém? Naquele episódio lamentável, não existem inocentes. Andrino, muito menos!
MOSAICO
>>> O Mirassol é simplesmente o quarto colocado na tabela de classificação da série A. O time assumiu a quarta posição no Brasileirão ao vencer o Grêmio em Porto Alegre por 1 a 0.
>>> Vale lembrar que no primeiro turno o Mirassol goleou o mesmo Grêmio por 4 a 1, jogo realizado no interior paulista. Na oportunidade, o técnico Gustavo Quinteros foi demitido.
>>> O Mirassol é comandado pelo técnico Rafael Guanaes, revelado pelo Athletico do Paraná e que no começo da temporada defendeu o Atlético Goianiense, mas foi dispensado pelo presidente Adson Batista.
>>> Junior Todinho, centroavante do Vila Nova, foi o autor de um gol espetacular contra o Clube do Remo, sábado no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. Pena que o gol foi contra suas próprias redes.
>>> Dos jogadores do Goiás expulsos contra o Coritiba, apenas Anselmo Ramon fará muita falta para o próximo jogo contra o Paysandu. Benítez e Marcão não são titulares.
>>> Aliás, o argentino Benítez foi muito eficiente contra o Coxa, mas na briga. Recebeu cartão amarelo durante o jogo e foi expulso após o encerramento da partida.
>>> O Atlético Goianiense volta a campo nesta terça-feira contra o Avaí, no estádio Antônio Accioly. O time rubro-negro, que vem subindo de produção, não tem problemas para enfrentar o time catarinense.














