O ex-governador de Goiás e candidato ao governo estadual Marconi Perillo (PSDB) afirmou nesta terça-feira (11) que não exerceu qualquer função executiva, administrativa ou financeira no Jockey Club de São Paulo e que não teve ingerência sobre as questões investigadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de São Paulo.
A manifestação ocorreu depois que a comissão aprovou convite para ouvi-lo sobre sua passagem pelo Conselho de Administração da entidade.
Em nota, a assessoria de Marconi afirmou que o convite decorre “única e exclusivamente” da função de conselheiro exercida por ele no clube e sustentou que não existe qualquer indício que o relacione às supostas irregularidades apuradas pela CPI.
“Marconi jamais desempenhou qualquer atribuição executiva, administrativa ou financeira no clube, tampouco teve ingerência sobre débitos tributários, questões imobiliárias ou qualquer das matérias sob apuração”, diz a nota.
A assessoria também questionou o momento em que o convite foi aprovado. Segundo o comunicado, causa preocupação que uma comissão instalada desde 2025 e ainda sem conclusões volte sua atenção para pessoas públicas às vésperas das eleições.
Para a equipe do candidato, o período exige cautela para que os trabalhos legislativos não produzam “indevido constrangimento político” ou repercussões sobre o processo eleitoral.
Sobre a possibilidade de comparecer à Câmara Municipal de São Paulo, Marconi informou que deverá alinhar a questão em momento oportuno com a direção da comissão.
CPI aprovou convite nesta terça
O requerimento para ouvir Marconi foi apresentado pelo vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL), presidente da CPI do Jockey Club.
De acordo com o documento, o depoimento deverá subsidiar os trabalhos da comissão em questões administrativas, financeiras e patrimoniais relacionadas à Transferência do Direito de Construir e às obrigações financeiras da entidade perante o município.
A CPI também aprovou convite ao diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, que teve atuação na direção e no Conselho de Administração do Jockey Club.
A comissão investiga possíveis irregularidades fiscais e imobiliárias envolvendo a entidade, incluindo a gestão de débitos tributários, operações relacionadas ao potencial construtivo, passivos e a utilização de recursos públicos destinados ao patrimônio histórico.
Marconi integrou o Conselho de Administração do Jockey Club, mas, segundo sua assessoria, não participou da gestão executiva das áreas hoje investigadas pela comissão.













