Capital goiana acumula alta de 7,01% em 12 meses, acima dos 5,46% da média das 56 cidades monitoradas pelo FipeZAP.
O preço dos imóveis residenciais em Goiânia continua subindo e já alcança uma média de R$ 8.418 por metro quadrado. Em julho, o valor dos anúncios subiu 0,79%, segundo o Índice FipeZAP, colocando a capital goiana entre as cinco capitais que mais se valorizaram no mês.
A valorização de Goiânia ficou atrás apenas de Vitória (1,56%), Recife (1,19%), Aracaju (1,17%) e Manaus (1,08%). Com a alta de 0,79%, a capital superou com folga o avanço médio de 0,46% registrado pelo índice nacional.
Desde o início de 2026, o preço dos imóveis anunciados em Goiânia acumula alta de 3,99%. Em 12 meses, o avanço chega a 7,01%, enquanto a média das 56 cidades monitoradas pelo FipeZAP ficou em 5,46% no mesmo período. O desempenho do setor também superou a inflação: enquanto os imóveis tiveram alta de 0,79% em julho, o IPCA-15 registrou 0,06%. No acumulado de 12 meses, a valorização imobiliária alcançou 7,01%, contra 4,43% da inflação.
Bairros mais caros e valorização regional
O Setor Marista lidera como o bairro mais caro de Goiânia, com preço médio de R$ 11.369 por metro quadrado, seguido pelo Setor Sul, com R$ 10.903, e pelo Setor Bueno, com R$ 9.816. No Setor Central, o valor ficou em R$ 6.727, uma diferença de aproximadamente 69% entre as duas áreas.
Nos novos empreendimentos, a média de preço por metro quadrado chega a R$ 10.914, com valores entre R$ 12.800 e R$ 13.400 nos setores mais nobres.
O metro quadrado residencial era de cerca de R$ 4.248 em 2018, segundo levantamento da época. O diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi-GO, Credson Batista, afirma que o preço do metro quadrado em Goiânia praticamente dobrou entre 2021 e 2025.
Mercado aquecido atrai investidores
O mercado imobiliário de Goiânia passou por uma forte expansão recente, com mais de 104 novos grandes empreendimentos nos últimos quatro anos. A capital chegou a estar durante dois anos como o terceiro maior mercado imobiliário do país em vendas, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.
No primeiro trimestre de 2026, as vendas de imóveis em Goiânia cresceram 13%, enquanto a média nacional avançou 4%. A corretora de imóveis Jamyle Amoury explica que a valorização ocorre por fatores como qualidade de vida, segurança, e a concentração de serviços de saúde e educação.
Mesmo com a valorização, o metro quadrado em Goiânia ainda está abaixo da média nacional de R$ 9.900, ocupando a 14ª posição entre 22 capitais pesquisadas. O índice analisou 29.837 anúncios de imóveis residenciais em Goiânia no mês de julho.
É importante ressaltar que quanto o mercado imobiliário registra valorização recorde e atrai investidores, Goiânia segue com um déficit habitacional estimado em 40 mil moradias. Desse total, a maior parte se concentra nas faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida, mas a oferta de imóveis compatíveis com essas rendas é limitada.
A região metropolitana de Goiânia enfrenta um déficit habitacional de 9,5%, o segundo maior do país, sendo o ônus excessivo com aluguel a principal causa. O número de famílias goianienses que carecem de moradia própria mais que dobrou entre 2020 e 2025, passando de 19 mil para 41 mil.
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