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Operação do MPGO cumpre mandados em 14 cidades goianas e duas em São Paulo por fraude em licitação

os mandados são cumpridos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Rio Verde, Itumbiara, Itaberaí, Goianira, Inhumas, Goianésia, Abadia de Goiás, Rio Quente, Uruaçu, Luziânia e Alexânia, além de São Paulo (SP) e Ribeirão Preto (SP).


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 11/08/2026 - 08:02

Operação do MPGO cumpre mandados em 14 cidades goianas e duas em São paulo por fraude em licitação - Reprodução
Operação do MPGO cumpre mandados em 14 cidades goianas e duas em São paulo por fraude em licitação - Reprodução

O Ministérios Público de Goiás (MPGO) deflagrou, nesta manha de terça-feira, a Operação Simulatio contra suposto esquema de fraudes em licitações e contratações diretas ilegais por atas de adesão fraudulentas, com estimativa de dano ao erário e enriquecimento ilícito superior a R$ 14 milhões.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, quatro medidas de afastamento de cargo público e 44 mandados de busca e apreensão, deferidos pelo 1º Juízo das Garantias da Comarca de Goiânia. As medidas foram cumpridas em endereços residenciais, sedes empresariais e órgãos públicos localizados em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Rio Verde, Itumbiara, Itaberaí, Goianira, Inhumas, Goianésia, Abadia de Goiás, Rio Quente, Uruaçu, Luziânia e Alexânia, além de São Paulo (SP) e Ribeirão Preto (SP).

A operação mobilizou 40 Promotores de Justiça do Estado de Goiás e contou com o apoio da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil de São Paulo (PC-SP).

A investigação tem como alvo um grupo empresarial sediado no Estado de Goiás que, por intermédio de diversas empresas, teria fraudado a fase interna de procedimentos licitatórios que tinham por objeto o fornecimento, montagem e instalação de ambientes modulares, destinados prioritariamente a unidades escolares municipais e redes de assistência social.

Apurou-se que a pessoa jurídica beneficiária do esquema recebeu, em valores liquidados entre os anos de 2015 e 2025, mais de R$ 88,3 milhões dos cofres públicos estaduais e municipais. São alvos da investigação os integrantes do núcleo empresarial do esquema, além de gestores e servidores públicos de diversos municípios do Estado de Goiás que teriam facilitado ou concorrido para a contratação direcionada da empresa investigada, com possível fraude ou frustração ao caráter concorrencial de procedimentos licitatórios.

Segundo as investigações, o grupo teria utilizado diversas empresas para fraudar a fase interna de procedimentos licitatórios e viabilizar contratações direcionadas por meio de atas de adesão fraudulentas. As medidas cautelares foram cumpridas nos municípios goianos e nos dois municípios do Estado de São Paulo. O material apreendido no curso das diligências será utilizado para o aprofundamento das investigações.

 

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