Investigação cumpriu mandado de busca e apreensão na capital; ferramenta com inteligência artificial desenvolvida pelo MPGO auxiliou na localização de material.
O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Cibernético (CyberGaeco), e a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), deflagraram na manhã desta quinta-feira (13) a Operação Anjo da Guarda II. A ação visa combater o armazenamento de material de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos e cumpriu um mandado de busca e apreensão em Goiânia.
A operação contou com a atuação conjunta de servidores do Ministério Público, policiais civis, promotores, delegadas e delegados de polícia. Durante o cumprimento do mandado, foram utilizadas ferramentas tecnológicas desenvolvidas pelo MPGO, como o Nêmesis, que utiliza inteligência artificial para localizar imagens e vídeos de abuso sexual infantojuvenil em dispositivos eletrônicos sem comprometer a cadeia de custódia.
“A operação decorre do compromisso do MPGO de combater crimes cibernéticos que exijam alto grau de especialização, bem como o esforço de priorizar a proteção de crianças e adolescentes e a cooperação e a união de esforços mútuos entre os órgãos estatais para o cumprimento de suas missões”, afirmou o coordenador do CyberGaeco, Fabrício Lamas Borges da Silva.
A ferramenta Nêmesis, desenvolvida e aprimorada pela Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e pelo CyberGaeco, foi lançada em maio de 2026, durante a campanha Maio Laranja de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A tecnologia permite vasculhar dispositivos suspeitos de forma otimizada, agilizando o trabalho das equipes no local da busca e apreensão e possibilitando análises aprofundadas em laboratório. A ferramenta já foi apresentada a outras unidades do Ministério Público brasileiro.

Denúncias de pornografia infantil e abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 (Direitos Humanos), que funciona 24 horas, ou pelo Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher). O Conselho Tutelar e a Polícia Civil também recebem denúncias e investigam os casos.
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