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PF investiga advogado suspeito de ligação com facções criminosas em Goiás

Operação Desatar cumpre mandados de busca e apreensão na casa e no escritório do investigado, em Planaltina de Goiás; suspeita é de que atendimentos em presídios tenham sido usados para transmitir mensagens entre presos e integrantes de grupos criminosos em liberdade.


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 29/10/2026 - 15:02

PF investiga advogado suspeito de ligação com facções criminosas em Goiás
PF investiga advogado suspeito de ligação com facções criminosas em Goiás

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Desatar para investigar a suspeita de que um advogado tenha utilizado a atividade profissional para intermediar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas presos e membros que estão em liberdade em Goiás.

A operação é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO), que cumpre mandados judiciais de busca e apreensão na residência e no escritório profissional do advogado investigado, ambos localizados em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.

Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram indícios de que atendimentos realizados em unidades prisionais teriam sido utilizados para transmitir mensagens entre integrantes de organizações criminosas. A suspeita é de que essas comunicações tenham ultrapassado a finalidade da assistência jurídica prestada aos custodiados.

A operação busca reunir novas provas, identificar possíveis envolvidos e esclarecer como as supostas comunicações eram realizadas.

Operação reúne forças de segurança em Goiás

A Operação Desatar é coordenada pela FICCO/GO, força integrada que reúne diferentes instituições de segurança pública e de combate ao crime organizado.

Participam da força-tarefa a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Polícia Militar de Goiás, a Polícia Civil de Goiás e a Polícia Penal do Estado.

A investigação apura o possível uso da atividade advocatícia para facilitar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas dentro e fora do sistema prisional. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre a identidade do investigado ou sobre eventuais prisões relacionadas à operação.

 

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