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PGM prepara ação judicial contra greve na Educação e alerta para impacto em 120 mil alunos

Prefeitura de Goiânia prepara ação judicial contra greve na Educação e alerta para impacto em 120 mil alunos; Sintego rejeitou proposta


Fábio Prado Por Fábio Prado em 14/08/2026 - 14:37

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) prepara uma ação judicial contra a greve na Educação, liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). A PGM sustenta que o movimento grevista tem caráter ilegal. A administração municipal afirma que adotará medidas administrativas e judiciais para garantir a continuidade dos serviços essenciais.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) ressalta que os servidores administrativos exercem funções indispensáveis ao funcionamento das escolas e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Essas funções incluem atendimento, organização, segurança, higiene e alimentação escolar. A pasta aponta preocupação especial com a Educação Infantil. O funcionamento das unidades assegura cuidado e proteção a milhares de crianças enquanto seus responsáveis trabalham.

A merenda escolar é outro ponto de atenção. O serviço é considerado componente importante para famílias em situação de vulnerabilidade. Uma eventual paralisação prolongada pode impactar diretamente a rotina dessas famílias.

Em busca de diálogo, a Prefeitura apresentou uma proposta concreta para valorização da carreira. O plano foi construído ao longo do processo de negociação. O compromisso financeiro assumido pelo prefeito Sandro Mabel é crescente. A estimativa é de investimento adicional de R$ 10,2 milhões ainda em 2026. O valor deve alcançar R$ 62,6 milhões anuais em 2030.

O plano prevê reestruturação progressiva da tabela de vencimentos entre 2026 e 2030. Os efeitos financeiros já começam a partir de agosto de 2026. Entre as medidas estão a elevação do piso do Nível I, Referência A, para R$ 1.640. O plano também prevê o início da correção do achatamento da carreira e a recomposição gradual das diferenças entre referências e níveis.

A proposta mantém as progressões horizontal e vertical e corrige as progressões em atraso. O plano não inclui os impactos financeiros da revisão geral anual da data-base. Também não considera o crescimento vegetativo decorrente de quinquênios, progressões e titulações. Isso significa que o impacto efetivo sobre a folha será ainda maior.

A Prefeitura reconhece o direito de reivindicação dos servidores. No entanto, pede que eventuais paralisações observem a responsabilidade legal. O movimento pode afetar cerca de 120 mil crianças e estudantes, além de suas famílias. A administração reforça que a implantação gradual da nova tabela é necessária. A medida visa compatibilizar a valorização dos servidores com os limites legais e fiscais da Administração Pública.

O Sintego, por sua vez, afirma que a proposta não atende às reivindicações da categoria. Os servidores administrativos rejeitaram o plano em assembleia realizada na quinta-feira (13). A categoria retomou a greve na segunda-feira (17).

Pais e responsáveis devem acompanhar os canais oficiais da Secretaria Municipal de Educação para saber o funcionamento das unidades escolares durante a greve. A Prefeitura deve divulgar quais escolas manterão atendimento mínimo. O Sintego mantém canais de comunicação para esclarecer dúvidas sobre a paralisação. Servidores podem buscar informações sobre seus direitos e deveres durante o movimento paredista.

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