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Polícia conclui inquérito sobre sequestro e internação forçada de jovem em Goiânia

Seis pessoas, incluindo mãe e irmã da vítima, foram indiciadas; MPGO decidirá próximos passos do caso


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 26/08/2025 - 17:11

sequestro Goiânia
Mãe e irmã da vítima estão entre os indiciados por sequestro e cárcere privado | Foto: Divulgação/ PCGO

A Polícia Civil de Goiás finalizou a investigação sobre o sequestro e a internação compulsória de uma servidora pública de 25 anos, ocorrido em 7 de maio de 2025, em Goiânia. O inquérito aponta seis envolvidos, entre eles a mãe da jovem, Eliane de Paula, de 51 anos, e a irmã, Isabela de Paula, de 28.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima foi rendida na garagem do prédio onde morava, no Setor Oeste, e colocada à força em outro veículo. Cinco pessoas participaram diretamente da ação, incluindo a própria irmã da jovem.

A vítima foi levada para o chamado Espaço Terapêutico Jandaia, que funcionava irregularmente como clínica de recuperação de dependentes químicos. A investigação constatou que o local não possuía autorização legal, alvará de funcionamento ou responsável técnico habilitado.

Indiciados no caso

Além da mãe e da irmã da vítima, foram indiciados:

  • Leonardo Carneiro de Abreu Vieira, dono da clínica;

  • Christiano Carneiro de Abreu Vieira, irmão de Leonardo;

  • Rosane de Fátima Oliveira, enfermeira;

  • Andiara Silva da Costa, auxiliar no transporte de pacientes.

Os seis respondem por associação criminosa, sequestro, cárcere privado e lesão corporal. Ao todo, a Polícia Civil também registrou 22 indiciamentos referentes a pessoas internadas de forma irregular no espaço.

De acordo com o relatório, a ação teria sido articulada para impedir a presença da vítima em uma audiência de conciliação marcada para o dia seguinte ao sequestro, envolvendo disputa judicial pela posse de um imóvel avaliado em cerca de R$ 400 mil.

Além da irregularidade da internação, a polícia não encontrou laudos médicos ou exames toxicológicos que justificassem o procedimento. A ausência de respaldo legal e técnico confirma que os pacientes eram admitidos sem critérios clínicos, violando direitos básicos.

O caso agora segue para análise do Ministério Público de Goiás (MPGO), que avaliará as provas para decidir se oferece denúncia formal contra os indiciados ou se solicita novas diligências.

Redação Tribuna do Planalto

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