O ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Goiás (Sindjor-GO), Cláudio Curado, afirmou que a indefinição do PT sobre a disputa ao Governo de Goiás em 2026 tem gerado “angústia” dentro do partido e pode prejudicar o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado. Pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas, Curado disse ao jornalista Domingos Ketelbey que espera que o tema entre na pauta da reunião do diretório estadual marcada para sábado (16), mesmo sem previsão formal na convocação.
De acordo com Curado, a reunião foi convocada oficialmente para discutir as chapas proporcionais à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, mas o ambiente interno pressiona por uma definição sobre a candidatura majoritária. “Há um anseio muito grande, uma angústia dentro do partido de discutir também a composição de Senado e de governador. O partido não pode ficar sem rumo”, afirmou. Há dentro do PT, uma espécie de ‘disputa interna’ entre o jornalista, o advogado Valério Luiz de Oliveira e o ex-deputado estadual Luís César Bueno.
Cláudio, contudo, avalia que o problema não é quem vai encabeçar a pré-candidatura, pois não há divergências entre o trio e sim, a demora na definição. O jornalista declarou que o PT goiano tem obrigação de construir um palanque competitivo para Lula em Goiás. “O PT de Goiás deve ao presidente Lula uma belíssima campanha. Provavelmente será a última campanha presidencial dele e a gente precisa demonstrar carinho e lealdade”, disse.
Curado afirmou que a demora já afeta a articulação política do partido diante do avanço de outras siglas. Ele citou conversas em curso com partidos da federação e legendas como PDT e PSB.
Também mencionou dificuldades para uma eventual composição em torno do nome da presidente estadual do PSB e vereadora por Goiânia, Aava Santiago, em razão da ligação de parte da bancada socialista com o grupo político do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e do atual governador Daniel Vilela (MDB). Ele também avalia que a socialista tem grandes chances de ser eleita deputada federal nas eleições deste ano, assim como a atual deputada federal Adriana Accorsi e que ambas devem investir nos respectivos projetos à Brasília.
Ao comentar os nomes colocados internamente, Curado avaliou que o vereador Edward Madureira deveria ter sido lançado mais cedo, mas o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), recuou do projeto diante da indefinição da sigla. “Se tivesse lançado ele em setembro, talvez a situação fosse diferente. Hoje ele faz um bom trabalho e pode ser um segundo ou terceiro deputado federal eleito do PT”, afirmou.
O pré-candidato também cobrou regras claras para a escolha do nome petista. “Tem que ter critério e calendário. Vai ser prévia? Vai ser votação em encontro estadual? O que não pode é continuar sem definição”, disse. Segundo ele, mesmo em caso de derrota interna, haverá unidade. “Se eu não for candidato, no mesmo dia eu ligo para os outros nomes e digo: estou na campanha.” Na entrevista, Curado também antecipou bandeiras que pretende defender caso seja escolhido pelo partido. Disse ser contra a reeleição e prometeu divulgar anualmente sua declaração de Imposto de Renda. “Não vou entrar na política para ganhar dinheiro. O povo vai me pagar e eu vou prestar contas do dinheiro público”, declarou.














