Skip to content

Prefeitura de Goiânia inicia estudos para reforma da previdência municipal

Conforme a administração, as medidas atendem exigências do Ministério da Previdência e Tribunal de Contas dos Municípios


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 17/03/2026 - 17:32

GoiâniaPrev
Prefeitura busca fortalecer o GoiâniaPrev e garantir a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário municipal (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Goiânia prepara um estudo para reforma do Instituto de Previdência dos Servidores do Município (GoiâniaPrev), com objetivo de garantir a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário municipal, cuja última reforma ocorreu em 2018, antes da Reforma da Previdência do Governo Federal, em 2019. A iniciativa busca atender às exigências do Ministério da Previdência e do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), que notificou sobre a necessidade de ampla reforma previdenciária nos municípios goianos.

Nesta segunda-feira (16), o prefeito Sandro Mabel (UB) abordou o assunto na Câmara Municipal e mencionou investimentos sob alerta do instituto. Os dados destas aplicações foram reportadas pela Tribuna do Planalto.

De acordo com a presidente do GoiâniaPrev, Carolina Alves, a atual gestão está em processo de contratação de uma empresa especializada em previdência para realizar um abrangente estudo do instituto e identificar, por exemplo, os melhores ativos com o objetivo de ampliar as fontes de recursos. O estudo dará embasamento para a elaboração de um projeto de lei a ser enviado à Câmara Municipal para amplo debate no Poder Legislativo.

“O estudo de viabilidade e modernização atuarial e financeira do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) segue orientação do TCM-GO para análises técnicas e reformas, vistas como instrumentos para reduzir déficits e assegurar a sustentabilidade financeira das prefeituras. A última reforma municipal ocorreu em 2018, sem enquadramento na federal de 2019”, detalha. Segundo o Ministério da Previdência, 42% dos RPPS já comprovaram a realização de reforma ampla no plano de benefícios, conforme a legislação federal.

Carolina Alves reforça as preocupações com a sustentabilidade, uma vez que, nos cálculos atuais, há projeção de déficit de R$ 12,9 bilhões nos próximos 75 anos, sendo R$ 2,921 bilhões no Fundo Previdenciário (Funprev), por capitalização e com rendimentos, e R$ 10 bilhões no Fundo Financeiro (Funfin), destinado a servidores antigos e sem rentabilidade.

Ainda segundo a presidente do GoiâniaPrev, apenas o déficit do Funprev é considerado formalmente pelo Ministério da Previdência Social, embora os dados do Funfin também sejam analisados. Nesse sentido, o planejamento prevê zerar o déficit do Funprev e, no longo prazo, extinguir o Funfin, por redução natural de beneficiários ou migração para o fundo capitalizado.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/mabel-admite-risco-em-investimentos-do-goianiaprev-e-anuncia-revisao-da-carteira/

Avatar

O Tribuna do Planalto, um portal comprometido com o jornalismo sério, ágil e confiável. Aqui, você encontra análises profundas, cobertura política de bastidores, atualizações em tempo real sobre saúde, educação, economia, cultura e tudo o que impacta sua vida. Com linguagem acessível e conteúdo verificado, a Tribuna entrega informação de qualidade, sem perder a agilidade que o seu dia exige.

Pesquisa