O presidente da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), Pedro Maranhão, elogiou o trabalho da Prefeitura de Goiânia nas melhorias que têm sido feitas no aterro da capital. Ele visitou o local ao lado do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, na tarde desta sexta-feira (11/7). “Eu quero agradecer o gesto do prefeito. Quando a gente fala sobre o assunto é tudo baseado em relatórios técnicos e estou vendo o esforço do prefeito e da sua equipe em melhorar esse espaço. Estou vendo o trabalho sendo feito”, pontuou.
Na semana passada, em entrevista à Agência Brasil, Pedro Maranhão criticou a situação do lixão Ouro Verde, em Padre Bernardo, onde aconteceu um deslizamento de toneladas de resíduos em área de proteção ambiental, e chamou a atenção para cidades que convivem com lixões. Entre elas, Maranhão citou Goiânia, Manaus (AM) e Teresina (PI). Sobre Goiânia, ele disse, na ocasião, que se tratava de um lixão.
“A prefeitura disse que não é lixão, mas sim um aterro controlado. Aterro que não trata chorume nem gaseificação nem drenagem e não tem uma preocupação com o aproveitamento do resíduo, é um lixão”, disse o presidente da Abrema, acrescentando que a expressão aterro controlado é uma espécie de “eufemismo” para não identificar o local como “aterro controlado” sem ser um aterro sanitário.
Maranhão citou as fiscalizações realizadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que apontaram 12 falhas consideradas muito graves. “Por isso, é considerado um lixão. Duas ações de fiscalização foram realizadas lá, nos dias 1º de fevereiro e 24 de abril de 2025, e ajudaram a embasar o relatório”. Agora, na vista, o presidente da Abrema reconheceu o esforço da prefeitura para manter o aterro.
Regularidade
Recentemente, os técnicos das áreas ambiental e de engenharia da Prefeitura de Goiânia atestaram a regularidade e segurança do aterro sanitário da capital. Segundo os especialistas, o local opera dentro dos padrões legais, com estabilidade estrutural, monitoramento contínuo e fiscalização permanente do poder público. Além disso, relatórios técnicos de instituições nacionais também confirmaram que o aterro de Goiânia tem condições de operação.
Durante a visita, o prefeito Sandro Mabel reforçou os planos de sua gestão para a transformação da gestão de resíduos da capital a fim de que, no futuro, Goiânia não tenha mais necessidade de um aterro, com a estratégia de lixo zero. “Aqui em volta tem uma área que está sendo destinada a fazer um distrito de recuperação de reciclagem. Com isso, fábrica de plástico, papel, papelão, metais de uma maneira geral, enfim, tudo. O objetivo é incentivar as indústrias e cooperativas de reciclagem”, afirmou.
A superintendente de Obras e Infraestrutura da Secretaria de Infraestrutura de Goiânia (Seinfra), Flávia Ribeiro, pontuou a importância da visita do presidente da Abrema ao aterro sanitário. “Quando muita gente vem falando, especulando sobre a qualidade da operação do aterro, a vinda do Pedro atesta, mais uma vez, que os serviços que estão sendo prestados são serviços de qualidade. Há uma grande preocupação desta gestão nos cuidados com o meio ambiente, com a estabilidade do aterro, com a estabilidade das lagoas de chorume, com o meio ambiente em geral e com a população de Goiânia”, disse.
Viabilidade
Um relatório do Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC), publicado em junho deste ano, confirmou a viabilidade técnica do aterro sanitário de Goiânia e recomendou a continuidade das operações, com as melhorias que já estão em andamento. O documento complementa uma análise de 2023, realizada pela Fral Consultoria, empresa especializada contratada pela Prefeitura, que também atestou a estabilidade do local.
Nesta quinta-feira (10/7), o juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, determinou o imediato desbloqueio da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) no Sistema de Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR-GO), permitindo que a empresa volte a gerir o descarte de resíduos sólidos urbanos no aterro sanitário da capital. Na prática, a decisão do magistrado garantiu a continuidade da operação da Comurg no aterro.
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