Aroldo Guidão Filho, presidente do Goiás, renunciou ao cargo nesta terça-feira (6), em meio ao agravamento das dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube. O dirigente deixaria o cargo apenas ao final de 2026, mas decidiu antecipar a saída.
Com a renúncia, a tendência é que Munir Calixto Jr., atual vice-presidente jurídico, assuma a presidência de forma interina. A diretoria executiva ainda conta com José João Batista Stival e Marcus Ulysses de Oliveira, responsáveis, respectivamente, pelas áreas de Esportes Olímpicos, Paralímpicos, Iniciação Esportiva e Social e de Marketing, Comunicação e Novos Negócios.
A mudança no comando ocorre em um período de forte pressão interna. Nas últimas semanas, jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários cobraram a regularização de valores atrasados pelo clube.
Dívidas atingem jogadores e funcionários
A situação financeira chegou ao elenco profissional e provocou uma reação dos jogadores antes do clássico contra o Atlético-GO. Na ocasião, os atletas optaram por não conceder entrevistas durante a semana que antecedeu a partida, em sinal de insatisfação com os pagamentos pendentes.
Pouco antes do confronto, o Goiás regularizou um mês de direito de imagem dos jogadores e os salários de funcionários que recebem até R$ 4 mil. No entanto, outros compromissos continuaram em aberto.
Entre os valores pendentes estão dois meses de salários registrados em carteira, dois meses de direitos de imagem e cinco premiações destinadas aos atletas. Além disso, há débitos com integrantes da comissão técnica e membros da diretoria.
A crise também provocou cobranças ao presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro. Jogadores chegaram a procurar o dirigente para tratar dos atrasos. Ele, entretanto, não acompanhou presencialmente o clássico diante do Atlético-GO, embora tenha estado em outros jogos do Goiás durante a disputa da Série B. Segundo relatos de funcionários obtidos pela ESPN, Guidão também vinha acompanhando à distância os compromissos da equipe havia alguns meses, sem presença nos estádios em parte desse período.
Próxima eleição está prevista para dezembro
A renúncia acontece a pouco mais de dois meses da eleição que definirá o próximo presidente executivo do Goiás. O pleito está previsto para a primeira quinzena de dezembro.
O processo eleitoral deve começar oficialmente entre o fim de outubro e o início de novembro, quando a publicação do edital estabelecerá as regras e os prazos para a disputa.
Até agora, três nomes sinalizaram interesse em concorrer à presidência, mas nenhum deles oficializou publicamente a candidatura. A expectativa, portanto, é de que o cenário eleitoral ganhe força nas próximas semanas, especialmente após a saída de Guidão. Enquanto isso, Paulo Rogério Pinheiro segue no comando do Conselho Deliberativo. O mandato dele no órgão se estende até junho de 2028.
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