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Projeto prevê armas não letais para mulheres vítimas de violência em Goiás se defenderem

Equipamentos seriam fornecidos gratuitamente, mas entrega dependeria de avaliação de risco, treinamento obrigatório e acompanhamento psicológico


Por Carlos Nathan Sampaio em 21/08/2026 - 17:37

Projeto prevê armas não letais para mulheres vítimas de violência em Goiás se defenderem
(Foto: Reprodução)

Mulheres em situação de violência doméstica ou familiar poderão receber gratuitamente armas não letais como spray de extratos vegetais e dispositivos de choque para defesa pessoal em Goiás. A medida está prevista no projeto de lei nº 17.015/26, apresentado pela deputada estadual Bia de Lima (PT) na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

A proposta altera a Política Estadual para o Sistema Integrado de Informações de Violência Contra a Mulher. Pelo texto, poderão ter acesso aos equipamentos mulheres que apresentarem boletim de ocorrência relacionado à violência doméstica ou medida protetiva de urgência concedida pela Justiça.

A entrega, entretanto, não seria automática. O projeto permite que o fornecimento seja condicionado a uma avaliação de risco feita pelos órgãos competentes. A concessão também dependeria da participação obrigatória da beneficiária em curso de capacitação promovido ou credenciado pelo Estado.

Outra exigência prevista é a realização de avaliação psicológica por profissional habilitado. A mulher contemplada ainda precisaria assinar um termo de responsabilidade, comprometendo-se a utilizar os equipamentos exclusivamente em situações de legítima defesa ou para proteger terceiros.

O projeto cita especificamente o spray produzido com extratos vegetais e o dispositivo eletrônico incapacitante por condução de energia, popularmente conhecido como arma de choque. O texto também admite a entrega de equipamento equivalente, desde que autorizado pela legislação.

Na justificativa, Bia de Lima afirma que a violência doméstica permanece como um grave problema social e de segurança pública. Para a parlamentar, o Estado precisa adotar medidas preventivas capazes de ampliar as possibilidades de proteção das mulheres ameaçadas.

A apresentação do projeto, porém, ainda não garante que os dispositivos serão distribuídos. A matéria será encaminhada inicialmente à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), responsável por analisar a constitucionalidade e a legalidade da proposta. Se avançar, o texto ainda precisará passar pelas demais etapas de tramitação na Alego antes de seguir para eventual sanção do Governo de Goiás.

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