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Questões locais do MDB em Rio Verde não contagiam plano estadual

Deputada federal Marussa Boldrin foi fotografada com Daniel Vilela, no último fim de semana, quando também se encontrou com Lissauer Vieira (PL)


Luís Gustavo Rocha Por Luís Gustavo Rocha em 30/01/2024 - 15:00

A foto publicada na conta de Instagram da deputada federal Marussa Boldrin (MDB), no último domingo, 28, ao lado do vice-governador Daniel Vilela (MDB), durante a missa de acolhida do novo bispo da diocese de Jataí, Dom Joaquim Carlos Carvalho, quer dizer algo aos que aguardavam algum posicionamento das partes dias após surgir notícia da destituição da parlamentar do comando do partido em Rio Verde. O racha entre emedebistas ligados ao prefeito Paulo do Vale, do União Brasil, e o grupo de Marussa já existia muito antes de a comissão provisória ir parar nas mãos da parlamentar — com apoio da executiva nacional — e depois ser tirada — por iniciativa da executiva estadual.

Tanto na opinião de pessoas próximas a Daniel quanto na visão de quem está mais perto de Marussa, o atrito é local e não representa polêmica de longo alcance. Afinal, não é novidade o alinhamento da deputada com o presidente da Faeg, José Mário Schreiner (MDB), assim como não se espera conduta institucional do MDB goiano diferente de caminhar junto com o partido do governador Ronaldo Caiado. Nesse sentido, partindo da interpretação de pessoas ligadas ao vice-governador, é como se a destituição desfizesse a ambiguidade entre as posições que são da deputada e as que pertencem à legenda, em afinidade com o partido em termos de Estado.

Assim, quem conversou, no domingo, com o pré-candidato a prefeito de Rio Verde, Lissauer Vieira (PL), não foi a dirigente do MDB local, mas a parlamentar emedebista, separando a condição do partido — que caminhará junto com o candidato indicado por Paulo do Vale — da deputada — que é antagônica ao prefeito e dá sinais de poder acompanhar um projeto adversário. E, posterior à conversa com a colega, a avaliação de Lissauer sobre uma possível mudança de legenda passa antes por Brasília. “Eu entendo que ela primeiro vai conversar com a executiva nacional do partido para ver como vai ficar a condição de retomada do partido na cidade ou não. Não descarto a possibilidade dela até retomar o comando do partido”, pontua, deixando claro que, apesar do ambiente de diálogo, em sua opinião, ainda não há uma definição sobre o futuro partidário da emedebista.

Na ala governista, uma fonte acredita que a decisão do MDB estadual em relação a Rio Verde não é do desconhecimento da executiva nacional, e o que parece ainda ter potencial de conflito, já estaria bem acomodado, dentro do que é possível, considerando a variedade de questões locais que nem sempre se resolvem em um plano macro, exatamente por não interferirem na estratégia estadual.