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Revisão que pode anular condenação de Bolsonaro aguarda decisão de Nunes Marques, no STF

Processo tramita no STF desde maio, mas ainda não possui data oficial para julgamento nem decisão sobre eventual soltura


Por Carlos Nathan Sampaio em 06/10/2026 - 10:58

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(Foto: Reprodução)

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator de uma revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar anular a condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.

O processo, identificado como Revisão Criminal 6021, foi protocolado em 8 de maio e tramita de forma pública. De acordo com o andamento disponibilizado pelo STF, a ação foi encaminhada ao gabinete do relator depois da manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Não há, nos registros oficiais, uma data definida para o julgamento.

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

Na revisão, os advogados de Bolsonaro alegam que o processo deveria ter sido julgado pelo plenário completo do STF, e não pela Primeira Turma. A defesa também sustenta que houve prejuízo ao acesso e à análise das provas e questiona a validade da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

Outro argumento apresentado é o de que determinadas condutas atribuídas ao ex-presidente não teriam ultrapassado a fase de preparação. As alegações ainda serão examinadas pelos ministros e não significam que a condenação será necessariamente modificada.

A revisão criminal é um instrumento utilizado para contestar uma condenação definitiva diante de possível erro judiciário ou de circunstâncias previstas na legislação. Segundo o regimento interno do Supremo, cabe ao relator fazer a análise inicial, conduzir a instrução e preparar o processo para julgamento.

A competência para decidir o mérito da revisão é do plenário do STF. Caso o pedido seja aceito, a Corte poderá absolver o condenado, alterar a classificação dos crimes, modificar a pena ou anular o processo. A legislação impede, porém, que a pena seja aumentada durante esse procedimento.

Até o momento, não há decisão pública de Nunes Marques suspendendo a condenação ou determinando a liberdade de Bolsonaro. Também não consta no andamento oficial a confirmação de que o julgamento ocorrerá depois do segundo turno da eleição presidencial.

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