O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da proposta que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1, apresentou nesta terça-feira (5) um plano de trabalho com calendário intensivo na comissão especial da Câmara dos Deputados, em Brasília. A expectativa é que o parecer seja votado no dia 26 de maio, após a realização de diversas audiências públicas e debates.
De acordo com o cronograma, o relatório deve ser apresentado no dia 20 de maio. A data final considera a possibilidade de pedido de vista por parlamentares, o que pode adiar temporariamente a votação. Ainda assim, a articulação política busca garantir celeridade ao processo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem reforçado essa estratégia ao convocar sessões adicionais no plenário para cumprir os prazos regimentais.
A construção do parecer será feita em conjunto com o deputado Alencar Santana (PT-SP), que preside a comissão. Caso a proposta avance na Câmara, seguirá para análise no Senado Federal.
A proposta de redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial tem forte apoio popular e é vista como uma pauta relevante para o governo, mas enfrenta resistência do setor empresarial, que teme impactos econômicos. Representantes do setor produtivo defendem a criação de incentivos e mecanismos de compensação.
O plano de trabalho inclui ao menos dois debates semanais em Brasília e encontros em estados como Paraíba, Minas Gerais e São Paulo. A comissão também aprovou dezenas de requerimentos para ouvir especialistas, representantes sindicais e autoridades do governo. Entre os convidados estão o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.
Também poderá ser ouvido o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que deve abordar temas como inflação e endividamento das famílias. A comissão analisa propostas dos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton, ambas defendendo a redução da jornada sem corte de salários.
O desafio agora será encontrar um equilíbrio entre os benefícios sociais da medida e os impactos econômicos apontados por empregadores, enquanto o Congresso avança na discussão de uma possível mudança histórica nas relações de trabalho no país.















