A Secretaria da Saúde de Goiás reitera a importância da assistência humanizada aos recém-nascidos de baixo peso, destacando o papel fundamental do Hospital Estadual da Mulher (Hemu) como referência no estado, com sua Unidade Canguru. Este método, centrado no contato pele a pele entre pais e bebês, promove o vínculo afetivo, estabilidade térmica, estímulo à amamentação e desenvolvimento saudável desses recém-nascidos. A prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil no Brasil.
O Hemu, uma unidade do Governo de Goiás, oferece leitos de terapia intensiva e cuidados intermediários. Desde a admissão na Unidade de Terapia Neonatal (Utin), os pais têm acesso livre ao bebê, podendo participar do contato pele a pele, e a mãe é encorajada a amamentar. À medida que o bebê progride, é transferido para a Unidade Canguru, onde a mãe se torna acompanhante em tempo integral, proporcionando cuidados contínuos e participando ativamente do estímulo ao desenvolvimento infantil.
Anna Cecília Rodrigues, coordenadora de políticas assistenciais da SES, enfatiza a importância desses aspectos para garantir um ambiente propício ao crescimento saudável do recém-nascido, fornecendo apoio emocional e físico tanto para os bebês quanto para suas famílias. A SES está capacitando equipes de unidades neonatais em todo o estado para adotar práticas como o método Canguru. Em parceria com o Ministério da Saúde, foram realizadas visitas técnicas, cursos de sensibilização e formação de tutores para hospitais em Uruaçu e Rio Verde.
Além disso, a secretaria está monitorando a implementação do método e oferecendo cursos de capacitação em outras maternidades. Anna Cecília destaca a importância da formação de tutores para garantir que o cuidado prestado às famílias durante a internação neonatal continue após a alta hospitalar, quando o bebê estiver em casa. O primeiro encontro, realizado on-line no início de maio, contou com a participação de cerca de 300 agentes comunitários de saúde.














