Skip to content

Seu filho passa horas no celular? Hábito pode provocar olho seco

Telas próximas ao rosto reduzem a frequência das piscadas e podem causar ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 10/09/2026 - 15:20

Seu filho passa horas no celular? Hábito pode provocar olho seco
(Imagem: Reprodução)

Celular na escola, tablet para estudar e mais algumas horas de tela durante o lazer. Essa rotina, cada vez mais comum entre crianças e adolescentes, pode fazer com que eles pisquem menos e favorecer o aparecimento do chamado olho seco.

O problema acontece quando a superfície dos olhos não recebe lubrificação suficiente. A condição pode resultar de uma produção menor de lágrimas ou da evaporação excessiva delas.

Quando uma criança ou um adolescente permanece concentrado na tela, principalmente se o aparelho estiver perto do rosto, a frequência das piscadas diminui. Piscar é uma ação involuntária, mas importante para manter os olhos lubrificados.

Com menos piscadas, as lágrimas evaporam mais rapidamente. A partir daí, podem aparecer sintomas como sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada.

A oftalmologista Ana Paula Silverio explicou a relação entre o uso dos aparelhos e a secura ocular durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026). O encontro é realizado em Salvador e continua até sábado (12).

Segundo ela, o número de pacientes pediátricos com esse tipo de queixa está aumentando. Algumas famílias percebem que os filhos começaram a piscar mais ou passaram a demonstrar incômodo nos olhos.

Esse aumento das piscadas pode aparecer como uma reação ao desconforto, mesmo que o problema tenha começado porque a criança piscava menos enquanto permanecia concentrada no celular ou no tablet.

Por que os adolescentes preocupam mais?

A especialista chama atenção especialmente para os adolescentes. Eles passam mais tempo no celular, dispositivo que possui a menor tela entre os equipamentos utilizados e, segundo Ana Paula, apresenta maior potencial de prejudicar a visão.

A forma de utilização também preocupa. É comum que os adolescentes usem o telefone dentro do quarto, em ambientes com pouca luz ou completamente escuros.

O tempo de exposição não fica restrito aos momentos de diversão. Muitas escolas já utilizam computadores e tablets durante as atividades de ensino. Quando retornam para casa, os jovens continuam diante das telas para acessar conteúdos recreativos. “A gente ainda vê os pequenos brincando, mas com os adolescentes é mais difícil”, relatou a médica. Segundo ela, os próprios pais chegam ao consultório pedindo ajuda para convencer os filhos a mudar a forma como utilizam o celular.

Ana Paula reconhece que celulares, computadores e tablets fazem parte da vida atual e que afastar completamente crianças e adolescentes desses equipamentos seria praticamente impossível. A orientação, entretanto, é tentar diminuir o tempo diário de exposição.

De acordo com a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria citada pela oftalmologista, crianças acima de 6 anos e adolescentes devem permanecer, no máximo, duas horas por dia diante das telas.

A presença de ardência, coceira, vermelhidão, visão embaçada ou sensação de areia nos olhos pode indicar que a superfície ocular não está sendo lubrificada adequadamente. Observar mudanças no ato de piscar e relatos de desconforto ajuda a família a perceber o problema.

*Com informações da Agência Brasil.

Leia mais:

“Não entra no meu quintal”: Rodolffo mata barata com tiro e diverte a web

Redação Tribuna do Planalto

O Tribuna do Planalto, um portal comprometido com o jornalismo sério, ágil e confiável. Aqui, você encontra análises profundas, cobertura política de bastidores, atualizações em tempo real sobre saúde, educação, economia, cultura e tudo o que impacta sua vida. Com linguagem acessível e conteúdo verificado, a Tribuna entrega informação de qualidade, sem perder a agilidade que o seu dia exige.

Pesquisa