Ed Sheeran quebrou o silêncio sobre a saída de Macklemore de sua turnê e pediu desculpas ao público durante um show realizado no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos. A manifestação ocorreu na noite de sábado (19), após uma semana de críticas e cancelamentos envolvendo outros artistas convidados.
Antes de começar a apresentação, Sheeran disse que precisou tomar decisões difíceis e reconheceu que poderia ter cometido erros.
“Antes de tocar hoje, espero que tudo bem se eu disser algumas palavras sobre a última semana. Estou acostumado a ver minha música ser criticada e aceito isso porque tenho sorte. Mas, nesta semana, a crítica foi sobre algo muito mais importante, tive que tomar decisões difíceis, estou cometendo erros e sinto muito, muito mesmo”, declarou.
A crise começou depois que Macklemore manifestou apoio aos palestinos durante apresentações realizadas nos dias 4 e 5 de setembro, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Durante os shows, o rapper gritou “Palestina livre” e cantou a música “Hind’s Hall”.
Após as manifestações, grupos como o Conselho Israelense-Americano passaram a exigir a saída do artista da turnê.
Decisão partiu da produtora
Ed Sheeran afirmou que a retirada de Macklemore não foi uma decisão pessoal. Segundo o cantor, o contrato do rapper estava vinculado à produtora Messina Touring Group, responsável por decidir pela saída.
De acordo com a empresa, as arenas que receberiam os próximos shows teriam ameaçado vetar os eventos caso Macklemore continuasse na programação. A situação poderia provocar cancelamentos e atingir centenas de milhares de fãs.
Sheeran afirmou que tentou encontrar uma solução para manter o rapper na turnê. Ao comentar a situação em Gaza, o cantor classificou o conflito como uma “tragédia humana” e disse estar chocado com o que ocorre na região.
O artista também explicou que prefere usar seus shows para promover sentimentos de união, alegria, amor e escapismo, em vez de transformar as apresentações em espaços para manifestações políticas.
Outros artistas deixam apresentações
Macklemore revelou que teve conversas difíceis com Sheeran após a decisão. O rapper afirmou respeitar o cantor, mas criticou sua postura neutra diante do conflito. Ele também declarou que não se arrepende dos discursos feitos durante os shows.
O artista anunciou que doará US$ 1 milhão — aproximadamente R$ 5,4 milhões na cotação informada — para ações de ajuda humanitária na Palestina.
A saída de Macklemore provocou uma reação de outros músicos que participariam da abertura dos shows. Aaron Rowe e a banda dinamarquesa Lukas Graham cancelaram suas apresentações na América do Norte.
Os protestos também atingiram as datas da turnê programadas para a América do Sul e a Europa. Finneas e o grupo Beoga desistiram de suas participações em solidariedade a Macklemore.
As informações foram divulgadas pelo UOL Splash.
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