São Paulo terá mais de 1.100 candidatos a deputado federal na disputa pelas 70 cadeiras do estado na Câmara dos Deputados — uma concorrência superior a 15 nomes por vaga. O número reúne pedidos de registro em diferentes situações e pode mudar até a eleição, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral compilados pelo UOL.
Entre os candidatos que chegam com condições mais claras de disputar uma cadeira estão deputados que buscam novo mandato, como Erika Hilton e Sâmia Bomfim, do PSOL; Tabata Amaral, do PSB; Kim Kataguiri, do Missão; Rosana Valle e Pastor Marco Feliciano, do PL. Todos constam na relação de candidaturas com registro deferido consultada em 17 de setembro. A eleição anterior e a presença política já construída são indicadores de competitividade, mas não permitem ordenar esses nomes por chance de vitória em 2026.
O caso de São Paulo também mostra por que a votação passada precisa ser lida com cuidado. Guilherme Boulos foi o deputado federal mais votado do estado em 2022, com pouco mais de 1 milhão de votos, mas seu nome não aparece na lista de candidatos à Câmara neste ano. Sua votação, portanto, não pode ser usada para projetar uma candidatura própria à reeleição. O mesmo cuidado vale para deputados que passaram a disputar outros cargos.
Como na análise da disputa em Goiás, há uma diferença entre identificar candidatos competitivos e apontar futuros eleitos. A escolha de deputados federais segue o sistema proporcional: os votos dados aos candidatos e às legendas determinam primeiro a quantidade de cadeiras obtida por cada partido ou federação. Depois, as vagas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada grupo, conforme as regras eleitorais.
Assim, deputados com mandato e bases eleitorais consolidadas partem de uma posição favorável, mas enfrentarão tanto nomes de outras siglas quanto concorrentes da própria chapa. Sem uma pesquisa estadual recente para o cargo que permita comparar as candidaturas.








