O vereador Denício Trindade (UB) apresentou à Câmara Municipal um Projeto de Lei que propõe proibir o uso de grama sintética em áreas públicas da capital, diante de iniciativa da Comurg de aplicar o material plástico em canteiros de avenidas da capita. Segundo o parlamentar, a medida pretende incentivar o uso de grama natural, preservar o meio ambiente e garantir a sustentabilidade urbana,
Se aprovada, a proposta impedirá a instalação de grama sintética em parques, praças, jardins públicos, canteiros centrais, rotatórias e outros espaços de paisagismo urbano. A única exceção prevista no texto é para o uso em campos de futebol e quadras poliesportivas.
O vereador Luan Alves (MDB), ex-presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), parabenizou o colega pela iniciativa e defendeu que a administração invista no cultivo de vegetação natural, além do plantio de novas árvores na cidade.
Prefeito defende
Em resposta às críticas e à proposta de proibição na Câmara Municipal, o prefeito Sandro Mabel (UB) afirmou em entrevista à imprensa que a grama sintética traz benefícios econômicos e práticos para Goiânia.
Sandro destacou que o material reduz custos de manutenção, diminui a poeira, facilita a drenagem da água e evita bloqueios no trânsito causados por podas frequentes em canteiros com grama natural.
Além disso, segundo Mabel, medições mostraram que, em períodos de seca, a grama sintética chega a ser dois graus mais fria do que a grama natural seca, podendo melhorar a infraestrutura de áreas com solo degradado, como trechos do Parque Vaca Brava e vias movimentadas da cidade.
Impactos ambientais
O autor da matéria explica que a proibição se baseia em estudos que apontam problemas ambientais relacionados à grama sintética, como a impermeabilização do solo, o acúmulo de calor e a dificuldade de descarte do material.
“A grama sintética, embora prática, traz prejuízos ambientais. Ela dificulta a absorção da água, contribui para o aumento do calor nas cidades e prejudica a biodiversidade”, afirma o vereador.
Ele acrescenta que a medida está em consonância com o artigo 225 da Constituição Federal, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
O projeto prevê que, caso seja aprovado, o Poder Executivo terá 90 dias para regulamentar a nova lei. Para Denício, a presença de áreas verdes com vegetação natural é essencial para a qualidade de vida, o clima urbano e a saúde da população.
“Hoje temos estudos claros sobre os benefícios das plantas vivas para a saúde e para o clima. A natureza precisa estar presente na cidade”, conclui Trindade.













