Goiânia recebe, nos dias 20 e 21 de junho, a primeira edição do Festival Colettiva Preta, iniciativa que coloca no centro do debate a força da cultura negra feminina e o impacto da economia criativa nos territórios urbanos. Com entrada gratuita, o evento ocupa o Espaço Dona Rosa com uma programação que combina arte, formação e geração de renda.
Mais do que uma agenda cultural, o festival se apresenta como um ambiente de conexões. A proposta é reunir mulheres negras que atuam em diferentes áreas, como artesanato, moda, música, artes visuais e gastronomia, criando oportunidades reais de troca, visibilidade e negócios.
A programação da estreia traz como tema “Nossas Texturas Pretas”, com foco nas expressões artísticas e manuais. Ao longo dos dois dias, o público poderá circular por uma mostra multicultural com produtos autorais, participar de oficinas gratuitas, acompanhar debates sobre empreendedorismo e assistir a apresentações musicais e sets de DJs.
O sábado começa cedo, com atividades formativas e espaço aberto para interação entre público e expositoras. Oficinas práticas, como a de crochê, dividem atenção com ações voltadas ao fortalecimento de iniciativas lideradas por mulheres negras. O ambiente segue em movimento ao longo do dia, com música e espaços de convivência que estimulam encontros e novas parcerias.
No domingo, a programação mantém o ritmo, com destaque para rodas de conversa que aprofundam o debate sobre a presença feminina negra no artesanato e na economia criativa. O encerramento fica por conta de uma apresentação musical que sintetiza o espírito do festival: coletivo, potente e conectado às raízes.
Antes da abertura oficial ao público, o festival realiza, no dia 19 de junho, um encontro voltado à imprensa e convidados, com homenagens, experiências gastronômicas e ambientação musical.
A iniciativa nasce com o objetivo de se consolidar como um circuito contínuo. Ao todo, estão previstas sete edições ao longo do ano, ampliando o alcance do projeto e fortalecendo uma rede de colaboração que já movimenta a cena cultural da capital.
Em um cenário onde a economia criativa ganha cada vez mais relevância, o Festival Colettiva Preta se posiciona como um espaço estratégico de visibilidade e fortalecimento. A proposta é simples, mas poderosa: transformar talento em oportunidade e cultura em protagonismo.















