Aparecida de Goiânia busca ampliar a rede de famílias acolhedoras com o Programa Família Acolhedora, que funciona como uma alternativa ao acolhimento em instituições e prioriza a permanência dos menores em ambiente familiar durante o período em que aguardam uma definição da Justiça. O serviço é destinado a crianças e adolescentes de até 18 anos incompletos que precisaram ser retirados de casa em razão de situações como abandono, violência, negligência ou impossibilidade temporária dos responsáveis de garantir os cuidados necessários. Nesses casos, eles são encaminhados para famílias previamente cadastradas, capacitadas e acompanhadas por equipes da assistência social.
Diferentemente da adoção, o acolhimento familiar tem caráter provisório. O objetivo é garantir proteção e convivência familiar enquanto são realizadas tentativas de reintegração à família de origem ou, quando isso não é possível, até que haja encaminhamento para adoção por meio dos trâmites legais.
Aparecida de Goiânia foi o primeiro município goiano a receber a implantação do Programa Família Acolhedora, em 2023. Desde então, a proposta vem sendo apresentada como uma ferramenta para fortalecer a política de proteção à infância e à adolescência no município.
Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, um dos desafios é ampliar o número de famílias participantes para atender à demanda existente. As famílias interessadas passam por processo de seleção, capacitação e avaliação antes de serem consideradas aptas ao acolhimento. Após receberem uma criança ou adolescente, elas continuam sendo acompanhadas por profissionais especializados.
Especialistas da área destacam que a convivência em um ambiente familiar tende a proporcionar mais acolhimento emocional do que a permanência em instituições, contribuindo para o desenvolvimento social e afetivo das crianças. A experiência também pode ajudar na reconstrução de vínculos e na superação de traumas causados pelas situações que levaram ao afastamento familiar.
Para participar do programa em Aparecida, é necessário residir no município há pelo menos um ano, ter ao menos um integrante da família com mais de 21 anos, apresentar condições adequadas de saúde física e mental e não possuir cadastro ativo no Sistema Nacional de Adoção.
A administração municipal tem intensificado a divulgação do programa na tentativa de atrair novos participantes e ampliar a capacidade de atendimento. A expectativa é que o aumento do número de famílias cadastradas fortaleça a rede de proteção local e ofereça mais oportunidades para que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade possam viver temporariamente em um ambiente familiar seguro e acolhedor.















