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Tiktoker de Goiânia revela como foi enganada pela mulher que se passava por criança de 12 anos

Clara Maria relatou nas redes sociais os bastidores da passagem da mulher que se passava por criança em um hospital goiano; caso voltou a repercutir após prisão em Santa Catarina


Por Carlos Nathan Sampaio em 11/06/2026 - 10:52

órfã do cerrado Tiktoker de Goiânia revela como foi enganada pela mulher que se passava por criança de 12 anos
(Fotos: Reprodução)

A prisão de uma mulher de 37 anos que se passava por uma menina de 12 anos em Joinville (SC) continua gerando repercussão pelo país, mesmo após o caso perder destaque na imprensa, a internet continua viralizando sobre o caso, principalmente pelas semelhanças com o filme A Órfã, e Goiânia não ficou de fora. Uma influenciadora de da capital de Goiás decidiu contar sua própria experiência com a suspeita e revelou como foi uma das pessoas enganadas pela história que, segundo ela, convenceu até profissionais de saúde e autoridades.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a tiktoker Clara Maria relatou os bastidores da passagem da mulher por Goiânia, anos antes da prisão em Santa Catarina. Na época, segundo a influenciadora, a suspeita utilizava outro nome e se apresentava como uma criança vítima de abusos e de supostos rituais satânicos.

Clara trabalhava em um hospital quando a então “menina” chegou à unidade acompanhada por duas pessoas que teriam encontrado a suposta criança na rodoviária da capital. Segundo o relato, a presença de um conselheiro tutelar e de uma policial militar contribuiu para dar credibilidade à versão apresentada.

“A gente não tinha como duvidar”, afirmou a influenciadora. Segundo ela, a história era repleta de detalhes e ainda contava com elementos que pareciam confirmar os relatos. Um deles era a existência de agulhas espalhadas pelo corpo da paciente, constatadas por exames de raio-X realizados na unidade.

De acordo com Clara, a mulher alegava ser autista, utilizava abafadores de ruído, carregava um objeto de apego semelhante a uma “naninha” e demonstrava comportamento infantilizado durante os atendimentos. Ela também pedia chupeta e buscava constantemente a companhia dos profissionais do hospital.

A influenciadora contou que acabou criando um vínculo com a paciente, que a chamava de “tia Maria” e fazia questão de que ela a acompanhasse durante exames e consultas. A situação começou a mudar quando profissionais da área de psicologia passaram a desconfiar da narrativa.

As suspeitas aumentaram após contatos com autoridades de outros estados. Segundo Clara, vídeos publicados anteriormente nas redes sociais mostravam uma mulher com as mesmas características contando histórias semelhantes no Rio de Janeiro e em Mato Grosso. Em todos os casos, a versão envolvia abusos, fugas familiares e a presença de agulhas no corpo.

A descoberta fez com que a equipe percebesse que estava diante de uma pessoa que utilizava identidades diferentes para sustentar a mesma história em diversas regiões do país.

O caso voltou ao centro das atenções nesta semana após a Polícia Civil de Santa Catarina prender a mulher em Joinville. De acordo com as investigações, ela utilizava o nome falso de “Gabriele” e viveu durante cerca de 14 meses com uma família que acreditava estar acolhendo uma adolescente de 12 anos.

Segundo a polícia, a suspeita confessou ter utilizado identidade falsa e foi presa em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa identidade. As investigações apontam ainda que situações semelhantes podem ter ocorrido em diversos estados, incluindo Goiás.

Nas redes sociais, o relato de Clara Maria chamou atenção justamente por mostrar que a suspeita já havia conseguido enganar não apenas famílias, mas também instituições e profissionais acostumados a lidar com situações de vulnerabilidade. Para a influenciadora, o episódio demonstra o nível de convencimento utilizado pela mulher ao longo dos anos.

“Não fui só eu. Foi um hospital inteiro que acreditou naquela história”, resumiu a goianiense ao relembrar o caso que, mais uma vez, voltou a repercutir nacionalmente.

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