A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Opus Malus, que investiga a construtora goiana suspeita de enganar clientes e provocar atrasos intencionais na entrega de obras residenciais para obter vantagens financeiras. A ação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon) e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de R$ 1,5 milhão em bens e valores dos investigados.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início há cerca de um ano e apontou que os sócios da empresa, entre eles o engenheiro responsável pelas obras, teriam induzido consumidores a erro ao prometer prazos de conclusão que não eram cumpridos.
As apurações indicam que os atrasos seriam provocados de forma deliberada, permitindo à construtora ampliar o período de execução dos contratos e, consequentemente, aumentar os lucros obtidos com os empreendimentos.
De acordo com a Decon, o esquema envolvia a elaboração de relatórios com informações falsas sobre o andamento das construções, além da omissão de dados relacionados à qualidade dos materiais utilizados nas obras. Paralelamente, a empresa mantinha forte presença nas redes sociais, divulgando seus serviços e transmitindo uma imagem de credibilidade e eficiência aos consumidores.
Até o momento, três vítimas foram identificadas pela investigação. Os prejuízos estimados somam aproximadamente R$ 1,45 milhão, sendo R$ 240 mil, R$ 510 mil e R$ 700 mil em cada um dos casos apurados.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos, realização de depoimentos e identificação de possíveis novas vítimas.
A divulgação dos nomes dos sócios, MÁRIO FERREIRA PIRES NETO e LORENA CORREA CHAVES FERREIRA PIRES, e da empresa investigada, Diretriz Construtora, foi autorizada pela autoridade policial com o objetivo de facilitar o reconhecimento de outras pessoas que possam ter sido lesadas e contribuir para o avanço das investigações.
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Denúncias
Consumidores que acreditam ter sido prejudicados pela empresa podem procurar a Polícia Civil para prestar informações e auxiliar nas investigações em andamento.














