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Justiça suspende punições a 99 cursos de Medicina após notas baixas no Enamed

Faculdades poderiam perder vagas, novos alunos e acesso ao Fies; decisão do TRF-1 é provisória


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 06/08/2026 - 17:17

Justiça suspende punições a 99 cursos de Medicina após notas baixas no Enamed

Uma decisão da Justiça Federal suspendeu as punições que atingiriam 99 cursos de Medicina após resultados considerados insatisfatórios na primeira edição do Enamed.

A medida foi determinada na quarta-feira (5) pela presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargadora Maria do Carmo Cardoso, e derruba temporariamente uma sentença que havia permitido ao MEC utilizar as notas para aplicar sanções.

O caso chegou ao TRF-1 após pedido da Abmes e da Abrafi, entidades representativas de instituições particulares de ensino superior.

Entre as penalidades que ficam suspensas estão bloqueio de novos ingressos, redução do número de vagas, impedimento de abertura de novas vagas e suspensão do Fies e de outros programas federais, conforme a situação de cada curso.

Por que a Justiça suspendeu as punições?

Um dos principais questionamentos das entidades envolve a metodologia utilizada pelo MEC.

As associações argumentaram que critérios usados no cálculo das notas foram definidos posteriormente à aplicação da prova e questionaram a ausência de divulgação prévia das regras.

A desembargadora considerou os argumentos ao analisar o pedido e avaliou que a aplicação imediata das penalidades poderia provocar danos de difícil reparação tanto às instituições quanto aos candidatos.

A suspensão, entretanto, não representa uma decisão definitiva sobre a validade do Enamed. A medida é provisória e vale enquanto o processo continua em tramitação.

Na edição de 2025, 351 cursos participaram da avaliação. Um ficou sem conceito e, entre os 350 que tiveram resultados divulgados, 107 receberam conceitos 1 ou 2. Desses, 99 estavam efetivamente sujeitos às penalidades regulatórias do MEC.

A Abmes afirmou que vê a decisão como uma oportunidade para discutir problemas metodológicos e de transparência antes da edição de 2026.

O MEC ainda pode recorrer da decisão. Até a última atualização das reportagens consultadas, o ministério não havia se manifestado sobre a nova determinação judicial.

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Redação Tribuna do Planalto

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