Uma publicação do vice-presidente licenciado da OAB-GO e presidente do Country Clube de Goiás, Thales Jayme, sobre a retirada de árvores no Parque Lago das Rosas desencadeou uma troca pública de acusações com o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), nas redes sociais. A postagem de Thales, realizada no dia 22 de maio, criticava duramente a gestão municipal.
Thales Jayme escreveu que Mabel havia espalhado radares pela cidade, aumentado a aplicação de multas, mantido a cidade suja e autorizado uma “derrubada criminosa” de centenas de árvores. O advogado também declarou ter pedido votos para o atual prefeito durante a campanha eleitoral, mas afirmou estar arrependido do apoio.
Nos comentários, Mabel respondeu deslocando o debate para a gestão do Country Clube de Goiás, entidade presidida por Thales há vários mandatos. O prefeito afirmou que, como associado, pretendia solicitar uma auditoria nas contas da instituição para verificar a aplicação dos recursos arrecadados com mensalidades. “Vou pedir uma auditoria em suas contas”, escreveu.
A provocação gerou uma sequência de respostas. Thales disse não ter qualquer problema com uma auditoria e afirmou que o prefeito poderia aprender “como se administra honestamente e com resultados positivos” e chegou a comparar Mabel ao deputado Clécio Alves.
O prefeito insistiu em novo comentário nesta segunda-feira (15), afirmando que suas contas públicas estão disponíveis nos portais de transparência e questionando onde estariam publicadas as contas do clube.
Na etapa mais dura da discussão, Thales convidou Mabel a comparecer à sede administrativa do Country Clube, no Setor Sul, e afirmou estar há sete mandatos consecutivos à frente da entidade. O advogado também fez referência a um episódio antigo envolvendo o ex-deputado federal Orcino Gonçalves, no Congresso Nacional.
Thales Jayme é apontado como principal nome para ocupar a primeira suplência na possível candidatura de Zacharias Calil (MDB) ao Senado nas eleições de 2026.
Defesa
A publicação já havia provocado resposta do secretário municipal de Comunicação, Jarbas Rodrigues, em defesa da administração. O auxiliar de Mabel rebateu as críticas sobre radares e multas, afirmando que “não existe indústria da multa, mas cultura da impunidade”.
Sobre a retirada de árvores, sustentou que as intervenções seguem critérios técnicos e que, no caso do Lago das Rosas, 48 exemplares foram classificados como de alto risco. Segundo ele, os cortes foram respaldados por laudos da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), com acompanhamento do Ministério Público de Goiás e da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (Dema).
Nesta quarta-feira (17), o assunto foi abordado na Câmara Municipal pelo vereador de oposição Igor Franco. Coronel Urzêda também comentou o episódio.















