Escolhida para ocupar a vice na chapa de Marconi Perillo (PSDB) ao Governo de Goiás, a produtora rural Jacqueline Zaiden afirmou que o ex-governador tentou um acordo com José Mário Schreiner antes de confirmar seu nome. Em entrevista exclusiva a Tribuna do Planalto, ela disse que o convite já vinha sendo discutido antes da convenção da federação PSDB-Cidadania.
Segundo Jacqueline, Marconi manteve abertas as negociações em busca de uma composição partidária e conversou com Zé Mário, que foi preterido da disputa da vice de Daniel Vilela (MDB) e abriu diálogo com outros grupos na reta final. A definição pelo nome da produtora rural ocorreu depois da tentativa de ampliar a chapa por meio de uma nova aliança.
“Esse convite já tinha sido feito há um tempo. Eu disse que, se ele precisasse de mim, estaria à disposição. Mas também falei para tentar outros partidos e buscar uma coligação. Ontem, ele tentou e conversou com o Zé Mário, como todo mundo já sabe”, afirmou.
Jacqueline disse que encara a candidatura como uma mudança de trajetória. Embora tenha atuação de mais de 30 anos em entidades ligadas ao setor produtivo, esta será sua primeira experiência na política partidária.
“Para mim, é um grande desafio, porque sou nova na política partidária. Na política classista, trabalho há mais de 30 anos. Esse é um mundo novo e um divisor de águas na minha vida”, declarou.
A candidata a vice afirmou que pretende colocar o agronegócio, a participação feminina, os projetos sociais e a segurança pública entre os principais temas da campanha. Ela também defendeu políticas voltadas à infraestrutura viária, energia e armazenagem no campo.
“A gente está aqui representando o agro e as mulheres. Temos que mostrar para a população a importância do agro, da mulher, dos projetos sociais e também trabalhar a questão da segurança pública”, disse.
Jacqueline voltou a criticar a cobrança do Fundo Estadual de Infraestrutura, conhecido como taxa do agro. Segundo ela, a medida atingiu produtores em um período de dificuldades financeiras e agravou a situação de propriedades afetadas por safras com baixa rentabilidade.
“Nunca mais podemos ter a surpresa que tivemos com a imposição de uma taxa em um momento em que estávamos com muita dificuldade. Há produtores com duas safras no vermelho, e esta safra também não tem boa perspectiva”, afirmou.
Para a candidata, o Estado precisa ampliar a capacidade de armazenagem nas propriedades rurais. Ela argumenta que a medida permitiria aos produtores aguardar melhores preços para comercializar a produção e reduziria a pressão sobre as rodovias durante o período de escoamento.
“Se você tem armazenagem na fazenda, consegue segurar a safra para vender em um momento de preço melhor. Esse é um ponto-chave para nós, produtores”, declarou.
Questionada sobre a preparação para assumir a função, Jacqueline disse que pretende transportar para a política a experiência acumulada no setor produtivo.
“Eu adoro desafios e transformar desafios em resultados. É isso que faço na minha vida toda e vou fazer aqui também”, concluiu.













