A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgou um conjunto de orientações para turistas e trabalhadores que estarão na região do Rio Araguaia durante a temporada de férias. O período, que começa no fim de junho e se estende até agosto, é marcado pelo aumento da circulação de pessoas nos municípios ribeirinhos e, consequentemente, pelo crescimento do risco de transmissão de algumas doenças.
Entre os principais cuidados recomendados estão manter a hidratação constante, utilizar protetor solar, repelentes e roupas apropriadas para áreas de mata, além de conferir se o cartão de vacinação está atualizado antes da viagem.
As doenças diarreicas agudas aparecem entre os problemas mais comuns nesta época do ano. O consumo de água contaminada e alimentos mal conservados pode provocar quadros de diarreia, vômitos e febre. A orientação da SES é consumir apenas água tratada, manter hábitos rigorosos de higiene e procurar atendimento médico caso os sintomas se agravem.
A secretaria também alerta para o risco de exposição ao vírus da raiva por meio do contato com animais silvestres. Em caso de mordidas, arranhões ou lambeduras, é necessário lavar imediatamente o local com água e sabão e buscar uma unidade de saúde. Os tutores também devem manter cães e gatos vacinados contra a doença.
Outro ponto de atenção é a febre amarela. Quem pretende frequentar áreas de mata deve estar imunizado pelo menos dez dias antes da viagem. Além da vacina, é recomendado utilizar repelentes e roupas de manga comprida. A SES destaca ainda que macacos não transmitem a doença e desempenham importante papel no monitoramento da circulação do vírus.
A febre do Oropouche também integra a lista de doenças monitoradas durante a temporada. Transmitida por pequenos insetos conhecidos como maruins, ela provoca sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como febre, dor de cabeça e dores musculares. O uso de repelentes, telas e mosquiteiros ajuda a reduzir o risco de infecção.
A população também deve manter os cuidados contra dengue, zika e chikungunya, eliminando criadouros do mosquito Aedes aegypti e utilizando repelentes. A vacinação contra a dengue continua disponível pelo SUS para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
O tétano acidental merece atenção especial durante atividades ao ar livre, como pescarias, trilhas e passeios em fazendas. Adultos devem receber dose de reforço da vacina a cada dez anos ou antecipá-la em casos de ferimentos graves.
A SES lembra ainda que o grande número de pessoas reunidas em praias, barracas, acampamentos e eventos favorece a circulação de vírus respiratórios, como influenza e covid-19. Por isso, a recomendação é viajar somente com a vacinação em dia, contribuindo para uma temporada mais segura para todos.
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