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Entenda projeto do Governo que propõe aumento do teto do MEI para R$ 140 mil

Proposta enviada ao Congresso prevê reajuste gradual do limite de faturamento até 2028 e amplia capacidade de contratação dos microempreendedores individuais


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 01/07/2026 - 10:03

Entenda projeto do Governo que propõe aumento do teto do MEI para R$ 140 mil
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Partida da Seleção Brasileira pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026, no Palácio do Alvorada, Brasília/DF. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar que propõe mudanças nas regras do teto do Microempreendedor Individual (MEI), incluindo o aumento gradual do limite anual de faturamento e a ampliação da capacidade de contratação de funcionários. A medida, enviada nesta segunda-feira (29), busca atualizar um modelo que, segundo o governo federal, já não acompanha a realidade econômica dos pequenos negócios brasileiros.

Pela proposta, o teto anual de faturamento passará dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. Além disso, os microempreendedores individuais poderão contratar até dois empregados, em vez do limite atual de apenas um.

A atualização atende a uma reivindicação antiga da categoria. O limite de faturamento do MEI permanece inalterado desde 2018, período em que a inflação e o crescimento natural das receitas de milhares de pequenos negócios reduziram a margem para permanência no regime simplificado. Com isso, muitos empreendedores passaram a enfrentar dificuldades para continuar enquadrados na modalidade, mesmo sem terem alcançado um porte empresarial significativamente maior.

Segundo o governo, a proposta pretende adequar o regime simplificado à atual realidade econômica, permitindo que os pequenos empresários cresçam de forma sustentável, sem a necessidade de migrar precocemente para outros regimes tributários, que possuem maior complexidade e custos mais elevados.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, destacou que os pequenos negócios exercem papel estratégico na economia brasileira. De acordo com ele, milhões de empreendedores movimentam a economia local, geram empregos e criam oportunidades em municípios de todas as regiões do país. O ministro afirmou ainda que as mudanças foram elaboradas para reduzir barreiras ao crescimento dos microempreendedores e fortalecer a geração de renda e empregos.

Outro ponto considerado importante pelo governo é a ampliação da capacidade de contratação. Caso o projeto seja aprovado, o MEI poderá manter até dois empregados com carteira assinada. A mudança busca oferecer maior flexibilidade às empresas diante das discussões sobre alterações nas relações de trabalho, como a redução da jornada semanal e o debate sobre o fim da escala 6×1.

Na avaliação do Executivo, a possibilidade de contratar um segundo funcionário permitirá que os pequenos negócios reorganizem suas equipes sem comprometer a continuidade das atividades, além de estimular a formalização de novos postos de trabalho.

As mudanças foram elaboradas de forma conjunta pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em parceria com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Agora, o projeto seguirá para análise da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, onde poderá sofrer alterações antes de eventual aprovação e sanção presidencial.

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