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PT de Goiás sustenta pré-candidatura de Luis Cesar Bueno ao governo

Executiva mantém escolha para o Palácio das Esmeraldas, prepara comitiva a Brasília e tenta encerrar pressão sobre Adriana Accorsi


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 14/07/2026 - 08:09

A direção do PT em Goiás decidiu sustentar a pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno ao governo, apesar da entrada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas articulações no sentido de mudar o palanque da legenda no estado. O principal dirigente do PT quer ver um projeto encabeçado pela deputada federal Adriana Accorsi (PT) ou pela vereadora Aava Santiago, que comanda o diretório do PSB goiano.

Reunida nesta segunda-feira (13), a Executiva estadual manteve a decisão tomada em junho e resolveu levar a posição diretamente ao presidente nacional do partido, Edinho Silva.

A deliberação ocorreu depois de Adriana Accorsi voltar a afirmar que pretende disputar a reeleição para deputada federal. Mesmo diante do pedido de Lula para que concorra ao Palácio das Esmeraldas, a presidente estadual do PT descartou abandonar o projeto para a Câmara.

O encontro se estendeu durante toda a manhã. Ao final, ficou definido que integrantes da direção estadual formarão uma comitiva para defender, em Brasília, que a escolha de Luis Cesar foi coletiva e não deve ser revista por uma decisão tomada fora de Goiás.

Os dirigentes também pretendem retirar dos ombros de Adriana a responsabilidade pela manutenção ou pela troca da candidatura. A avaliação é de que o partido já perdeu tempo demais com uma discussão que parecia encerrada e precisa avançar na montagem da chapa, na escolha do vice e na definição dos dois nomes para o Senado.

Desgaste nos bastidores

A candidatura de Luis Cesar foi aprovada pela Executiva em junho, mas passou a ser questionada após Lula receber Adriana e a vereadora Aava Santiago, presidente do PSB em Goiás, no Palácio do Planalto, na quarta-feira (8).

O ex-deputado não participou da conversa, embora o encontro tratasse diretamente da sucessão estadual e da montagem do palanque presidencial em Goiás.

Luis Cesar interpretou a ausência como um sinal de desprestígio e passou os dias seguintes avaliando a possibilidade de desistir. Interlocutores do partido, porém, atuaram para convencê-lo a permanecer na disputa.

Uma pesquisa divulgada em meio ao impasse também foi usada por aliados como argumento para a manutenção do projeto. Luis Cesar apareceu com 8%, percentuais o que deu novo ânimo a quem sustenta o projeto.

Redação Tribuna do Planalto

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