Os próximos três meses devem ser marcados por calor acima da média, tempo seco e redução da umidade do solo em Goiás e em todo o Centro-Oeste. A previsão faz parte do Boletim Agroclimatológico divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que traz o prognóstico para os meses de julho, agosto e setembro.
Segundo o levantamento, apesar de a chuva permanecer dentro da média histórica para a região, a expectativa é de um trimestre com predomínio de tempo seco, característica típica do inverno, aliado a temperaturas até 2°C acima da média climatológica em Goiás, Distrito Federal, grande parte de Mato Grosso e no norte de Mato Grosso do Sul.
Para Goiás, a combinação entre calor acima do normal e baixa umidade deve reduzir gradativamente a disponibilidade de água no solo, principalmente a partir de agosto.
Umidade do solo diminui ao longo do trimestre
O Inmet prevê que, durante julho, ainda haverá algumas áreas com níveis satisfatórios de umidade. No entanto, em agosto e setembro, grande parte do Centro-Oeste deverá apresentar armazenamento de água inferior a 20% da capacidade do solo.
O cenário mais crítico deve atingir o nordeste de Goiás e o norte de Mato Grosso, onde o déficit hídrico poderá ultrapassar 100 milímetros até setembro.
Essa condição favorece o aumento da seca da vegetação, reduz o desenvolvimento das pastagens e eleva o risco de queimadas durante o período mais seco do ano.
Agricultura deve ser beneficiada na colheita
Apesar da redução da umidade, o boletim destaca que o clima será favorável para as atividades de colheita das culturas de segunda safra.
Segundo o Inmet, o tempo firme deve beneficiar a maturação do milho safrinha, do sorgo e do algodão, reduzindo a umidade dos grãos e preservando a qualidade da produção durante a colheita.
Já para o fim de setembro, quando começa o plantio da soja da safra 2026/2027, o instituto alerta que o sucesso da semeadura dependerá da volta das chuvas da primavera.
Junho já foi de pouca chuva em Goiás
O cenário previsto para os próximos meses ocorre após um mês de junho marcado por poucas precipitações em praticamente todo o estado.
De acordo com o boletim, a atuação de uma massa de ar seco fez com que grande parte de Goiás registrasse chuvas pouco significativas, reduzindo a umidade do solo e aumentando o risco de perdas na fase final do milho segunda safra em algumas regiões. Em contrapartida, o tempo seco favoreceu o avanço da colheita do algodão.
El Niño continua influenciando o clima
O boletim também aponta que o fenômeno El Niño segue ativo e deve permanecer durante os próximos meses.
Segundo o Inmet, há aproximadamente 100% de probabilidade de manutenção do fenômeno no trimestre julho-agosto-setembro, o que influencia o comportamento das temperaturas e das chuvas em diversas regiões do país.
Principais destaques para Goiás e Centro-Oeste
- Temperaturas até 2°C acima da média durante julho, agosto e setembro;
- Chuvas próximas da média, mas com predomínio do tempo seco;
- Queda gradual da umidade do solo ao longo do trimestre;
- Déficit hídrico superior a 100 mm em áreas do nordeste de Goiás até setembro;
- Clima favorável para a colheita do milho safrinha, sorgo e algodão;
- Maior atenção ao início do plantio da soja, que dependerá do retorno das chuvas na primavera.
LEIA TAMBÉM:
Inverno goiano desafia a rotina: manhã de 17°C dá lugar a tarde com 31°C em Goiânia
















